PIB baiano cresceu 2,0% em 2011; indústria teve percentual negativo de -2,9%


O Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia cresceu 2,0% em 2011, em comparação ao ano de 2012, de acordo com informações da Secretaria de Comunicação do Governo da Bahia. A indústria teve percentual negativo durante o período, pontuando -2,9%. Já a agropecuária e o setor de serviços se destacaram, tendo um crescimento de 9,8% e 3,6% respectivamente.

Os dados foram apresentados nesta terça-feira (6), em nota oficial do diretor-geral da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), Geraldo Reis. O resultado baiano teve 0,7 pontos percentuais a menos que o PIB nacional de 2,7%, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estimativa de crescimento para 2012 é de 3,7%. Segundo o secretário Zezéu Ribeiro, 2012 deve ser melhor do que 2011, pois o ano para a economia baiana terminou com todos os indicadores macreconômicos favoráveis, “inflação sob controle, disciplina fiscal e taxa de câmbio competitiva”, disse o secretário, segundo a Secom. Essa situação pode possibilitar um maior crescimento da economia, “puxado pelos investimentos públicos , ganho real para o salário mínimo, juros em queda, flexibilização das medidas prudenciais, permitindo ao crédito se recuperar um pouco mais rapidamente”, completou.

PIB nacional
Em valores correntes, a soma das riquezas produzidas no Brasil no ano passado chegou a R$ 4,143 trilhões e o PIB per capita ficou em R$ 21.252. Em 2010, o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) fora de 7,5%.

Por setores, o crescimento em 2011 foi o seguinte: agropecuária (3,9%), serviços (2,7%) e  indústria (1,6%).

No mesmo período, na análise da demanda, a despesa de consumo das famílias cresceu 4,1% – oitavo ano segudio de alta. A despesa de consumo da administração pública subiu1,9% e a formação bruta de capital fixo teve expansão de 4,7%.

A previsão do mercado financeiro, apresentada na véspera, por meio do boletim Focus, do Banco Central, era de que o PIB teria uma expansão de 2,82%. A expectativa do Banco Central, que divulga a “prévia do PIB”, apontava para uma expansão de  2,79%. A estimativa oficial da instituição  para o crescimento da economia do ano passado, porém, estava em 3%.

Para Guido Mantega, ministro da Fazenda,  a estimativa está próxima deste valor. Em fevereiro, o ministro apontou que esperava uma expansão “em torno de 3%” para o PIB de 2011, com uma aceleração do crescimento no quarto trimestre do ano. Isso porque, de acordo com os dados do IBGE, a economia ficou estagnada de julho a setembro, com crescimento zero.