Vigia confessa ter matado mulher em pousada de Itaparica
Ele está preso em flagrante pelo crime

Um vigia da pousada onde Rosenilda do Rosário Coelho, 28 anos, estava hospedada confessou nesta quarta-feira (20) ter matado a mulher na ilha de Itaparica, segundo informações da 24ª Delegacia. Claudemilson Cardoso dos Santos, 28 anos, disse que agiu tomado pela fúria depois de uma discussão com a vítima, que foi encontrada na praia com sinais de estrangulamento e pancadas na cabeça. "A gente tinha uma suspeita, mas ele ia contando uma coisa, contando outra. A gente teve que ir pegando as contradições dele e ir investigando. Até que agora de tarde ele confessou tudo", diz o delegado Lúcio Ubiracê, titular da 24ª DT. O crime aconteceu no apart-hotel Privilege, na praia de Cacha-Pregos. Única pessoa que estava no local no momento do sumiço de Rosenilda, Claudemilson contou várias versões à polícia sobre o que teria acontecido com ela - primeiro dizendo que, ao chegar de uma viagem de um dia a Nazaré, ela resolveu sair para ver o por-do-sol. Ainda segundo o delegado Lúcio Ubiracê, o vigia contou que Rosenilda saiu pela manhã para Nazaré e voltou por volta das 17h15. Depois de guardar as compras e malas, ela desceu para saber se Claudemilson tinha dado água e ração a seu cachorro, que ficou só o dia todo - o marido de Rosenilda, francês, está na Europa. Irritado, ele respondeu que não era empregado dele, e sim da pousada. Rosenilda, que é amiga da dona do local e tinha o costume de sempre se hospedar lá, ameaçou então ligar para a proprietária para se queixar. Com raiva, ele subiu as escadas atrás dela e, no corredou, apertou o pescoço até que a vítima desmaiasse. Depois, deu uma gravata que quebrou o pescoço de Rosenilda. Tiros e artes marciaisClaudemilson trabalhava na pousada há 2 meses. Antes, ele fez um curso de vigia onde aprendeu noções de tiros e artes marciais. O crime aconteceu por volta das 17h30, ele escondeu o corpo e deixou dar 21h para colocar o corpo em um carrinho de mão e levar até a praia, onde abandonou o corpo. Antes, ele ainda limpou o chão com detergente. Ele também roubou três celulares e um relógio da vítima - apesar do roubo, o delegado acredita que o crime não foi motivado por isso. "Ele disse que "subiu um ódio" nele depois que ela disse que iria reclamar à dona da pousada", explica. Ouvido desde o dia do crime como testemunha, Claudemilson confessou o crime na tarde de hoje e foi autuado em flagrante por homicídio triplamente qualificado, por motivo fútil, não dar chance de defesa e ocultação de cadáver. A pena vai de 12 a 30 anos de prisão. O vigia já tinha passagens na polícia por abusar sexualmente da própria filha e por descumprimento de pensão alimentícia.
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