Brasil

Amigos lamentam morte de modelo brasileiro na Indonésia

Ele teve dengue hemorrágica e chegou a ficar internado em estado grave em um hospital de Jacarta, antes de morrer

Redação iBahia
10/05/2016 às 13h36

3 min de leitura
A morte do modelo brasileiro Leon Lopes Capeluppi, de 24 anos, foi lamentada por amigos, em redes sociais, nesta terça-feira. O jovem, que era de Pardinho, no interior de São Paulo, teve dengue hemorrágica e chegou a ficar internado em estado grave em um hospital de Jacarta, na capital do país asiático, antes de morrer. Parentes contaram com a ajuda do Itamaray e de um campanha de doação na internet para conseguir organizar o transporte do corpo, que deve chegar, nesta quinta-feira, ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.
“Que Deus venha confortar o coração de todos seus familiares, Leon Capeluppi. Mas vai ficar na memória de cada um sua alegria, seu sorriso e o melhor: sua humildade com todos. Agradeço a Deus por te conhecido você… Saudades”, lamentou um amigo do modelo, no Facebook. Outro acrescentou: “Difícil de acreditar que você (Leon) nos deixou! A saudade já nos sufoca. Sua falta já nos faz presente. Essa dor incurável que só o tempo irá remover dos nossos corações… Mas Deus sabe de todas as coisas e tenho certeza que você está junto dele porque pedras preciosas como Leon Capeluppi são difíceis de encontrar!”.
Foto: Reprodução/Facebook
Segundo a estudante Brunelli Paes, de 20 anos, irmã do modelo, Leon chegou à Indonésia em 16 de janeiro deste ano, onde já havia trabalhado anteriormente, mas, desta vez, sem contrato. Há cerca de um mês, ele começou a passar mal, sentindo febre, dores pelo corpo e outros sintomas da dengue.
“O quadro dele agravou há duas semana depois que ele soube da morte do avô, que o criou. Ele chegou a ficar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva, todo entubado, com o coração inchado e sem poder falar, antes de morrer”, contou Brunelli, que precisou de ajuda financeira para trazer o corpo do irmão, cujo transporte custou mais de R$ 30 mil. “Tudo lá é muito caro e ainda tem a burocracia. Por sorte, tivemos a ajuda de Pardim inteiro e doações de muita gente. Mas estamos todos muito atordoados. Eu mesmo vou buscar o corpo dele, já que minha mãe e avó estão sem condições agora”, acrescentou.
Velório em ginásio
Segundo Brunelli, o modelo, que começou a carreira aos 14 anos e já tinha trabalhado em outros países, como Hong Kong, era muito querido na cidade natal e, por isso, a família planeja uma despedida para todos os moradores da região. “Vamos velá-lo no ginásio local porque estão todos muito sensibilizados e querem participar”.
Ainda de acordo com a jovem, o Itamaraty está prestando todo o apoio necessário à família.