Atriz Lúcia Alves deixa hospital após ficar quase uma semana internada para tratar câncer


Foto: Reprodução / Redes sociais

A atriz Lúcia Alves, de 73 anos, teve alta médica e deixou na última quinta-feira no Hospital São Lucas, em Copacabana, Zona Sul do Rio.

A artista ficou internada do dia 19 até o dia 25 para tratar um câncer no pâncreas. Esta é uma doença difícil de ser diagnosticada e que pode ter uma evolução agressiva.

A artista está longe da TV desde 2013, quando fez “Joia rara”. Mineira, de Belo Horizonte, Lúcia tem uma longa carreira na TV, no teatro e no cinema.

Ela já esteve em produções importantes da TV Globo, como “Irmãos Coragem”, “Malu mulher”, “Anos dourados” e “Barriga de aluguel”. E fez também uma participação em “O cravo e a rosa”, atualmente no Vale a Pena Ver de Novo.

Câncer no pâncreas

Segundo informações do Ministério da Saúde, a demora no aparecimento dos sintomas e o comportamento agressivo são fatores que levam o problema a apresentar uma alta taxa de mortalidade.

Enquanto, no Brasil, o tipo de câncer representa 2% do total, em relação aos óbitos ocupa 4% de todos os registros. O diagnóstico é raro antes dos 30 anos, sendo mais comum a partir dos 60, e a incidência é mais significativa no sexo masculino.

Pesquisadores acreditam que um estudo recente, publicado por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido, pode auxiliar na identificação precoce dos casos de câncer de pâncreas e aumentar as chances de sobrevivência. Em levantamento inédito, os especialistas catalogaram 23 sintomas até então pouco ou não reconhecidos ligados à doença.

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Foram analisados dados de 24.236 pacientes que foram diagnosticados com câncer de pâncreas na Inglaterra entre 2000 e 2017, usando um grande banco de dados eletrônico (QResearch).

Os pesquisadores analisaram os sintomas dos pacientes em diferentes momentos antes de serem diagnosticados com câncer, e os compararam com os sintomas de outros pacientes que não foram diagnosticados com a doença.

Pele amarelada (icterícia) e sangramento no estômago ou intestino foram os dois sintomas graves mais associados ao diagnóstico de adenocarcinoma ductal pancreático (ADP), o tipo mais comum de câncer de pâncreas, e nos tumores neuroendócrinos pancreáticos (TNE-P), a forma mais rara de câncer pancreático. Além disso, os responsáveis pelo trabalho identificaram a sede e a urina escura como sintomas previamente desconhecidos para ADP.

Os 23 sintomas ligados ao diagnóstico de ADP são:

  1. Pele amarelada;
  2. Sangramento no estômago ou intestino;
  3. Problemas para engolir;
  4. Diarreia;
  5. Alteração do hábito intestinal;
  6. Vômitos;
  7. Indigestão;
  8. Massa abdominal.
  9. Dor abdominal;
  10. Perda de peso;
  11. Prisão de ventre;
  12. Gordura nas fezes;
  13. Inchaço abdominal;
  14. Náusea;
  15. Flatulência;
  16. Azia;
  17. Febre;
  18. Cansaço;
  19. Perda de apetite;
  20. Coceira;
  21. Dor nas costas;
  22. Sede;
  23. Urina escura.

Outros nove sinais foram relacionados TNE-P: pele amarelada, sangue nas fezes, diarreia, mudança nos hábitos intestinais, vômitos, indigestão, massa abdominal, dor abdominal e perda de peso.

Uma das limitações do estudo é que os dados mais antigos do levantamento não possuíam a informação sobre em qual estágio o câncer dos pacientes estava quando eles foram diagnosticados. Isto significa que os cientistas não foram capazes de determinar quais sintomas estão associados à doença em estágio inicial e quais estão relacionados com o tumor avançado. Além disso, nos casos de câncer raro (TNE-P), a quantidade de dados era pequena, o que dificultou a detecção de outros sintomas potenciais.