Brasil

Casal de 70 anos pretende dar volta ao mundo de motocicleta

Serafín e Shirley moram em Pinheiro no Maranhão e decidiram aproveitar a vida conhecendo vários países

Agência O Globo
A viagem promete ser longa. O casal Serafín Fernández Layola, 70 anos, e SHirley Alonso Bosc, 69, pretende percorrer mais de 400 mil quilômetros numa volta ao mundo inusitada. Não apenas pela idade, mas também pelo veículo. Para pegar a estrada e percorrer mais de 400 mil quilômetros desde a pequena Pinheiros (MA), eles decidiram montar uma singela motocicleta Honda CG 160 Titan.
Sem filhos nem casa, sem emprego formal ou aposentadoria, como anunciam, eles carregam ousadia e coragem na bagagem com um firme propósito: "Queremos deixar um legado para a terceira idade do Brasil e do mundo, mostrar que a vida não acaba aos 70, 80, 90 e tudo depende da alma de aventureiro que mora dentro de cada um de nós". 
Foto: Reprodução
O que eles pretendem está devidamente registrado no site do projeto para quem quiser acompanhar a jornada. 
Com o propósito firme e armados com boa dose de paixão por aventuras, partindo da cidade de Pinheiro, no Maranhão, o casal planeja percorrer os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, fazer paradinhas nas capitais, com direito a foto em frente a cada palácio de governo, além de passar pelos quatro municípios mais extremos do país: Mâncio Lima (AC), Uiramutã (RR), Ponta dos Seixas (PB) e o Chui (RS).
"Precisávamos de alguma forma exteriorizar esta inquietude que começou a palpitar dentro de nossos corações e foi aí num estalo de senil lucidez que resolvemos dar o grito de liberdade e realizar um sonho a mais de 40 anos adormecido", escreveram eles, no blog.
A etapa internacional ainda não está definida, mas começa no Uruguai, terra natal do casal, que vive no Brasil há 40 anos. O desafio pelas Américas inclui passagens por todos os países ao Sul, seguindo pela América Central, até EUA e Canadá. Do Alasca, eles pretendem seguir de navio até a Sibéria. Para completar a volta, ainda restarão Ásia, Europa, África e Oceania.  
Foto: Reprodução

Nos cálculos dos viajantes, está tudo certo. Pelo caminho, eles esperam contar com a boa vontade de amigos e fãs da aventura, que podem contribuir voluntariamente. Além das doações, valem também permutas, o que eles pretendem obter com hotéis, pousadas, hotéis ou albergues ao longo do roteiro. Para dois velhinhos "sem frescuras", como eles dizem ser, qualquer cantinho serve.
A partida ocorreu no início de junho. Quando o percurso será completado, eles ainda não informaram. Mas, como dizem por aí, o que importa é a viagem.