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Operador de propina doou R$ 50 mil à campanha de Jaques Wagner

Segundo o ministro-chefe da Casa Civil, 'a doação está devidamente declarada ao TSE'

• 09/01/2016 às 16:01 • Atualizada em 01/09/2022 às 7:01 - há XX semanas

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Para se livrar da prisão, Julio Camargo – um dos envolvidos na Operação Lava Jato - fez delação premiada e revelou como operava o esquema de corrupção na Petrobrás, contribuiu com petista por meio de sua empresa de fachada – usada para lavar dinheiro do esquema instalado na estatal e para repassar propinas a políticos e dirigentes da Petrobrás. A Piemonte Empreendimentos LTDA, empresa controlada pelo lobista, doou R$ 50 mil à campanha do então candidato ao governo da Bahia Jaques Wagner (PT) em 20 de setembro de 2006.
Naquele ano, a campanha do petista – atual ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma – recebeu R$ 4.287.610,77 em doações eleitorais. A Piemonte ainda doou, na época, R$ 10 mil ao candidato a deputado no Espírito Santo Neucimar Ferreira Fraga. As informações constam da prestação de contas de Jaques Wagner ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O petista informou, por meio de sua assessoria, que a doação de R$ 50 mil para sua campanha ‘está devidamente declarada ao TSE devidamente auditada e checada’.
“Ministro Jaques Wagner está à disposição do Ministério Público e das autoridades competentes. Ele confia no resultado das investigações. Acredita que o Brasil será um outro país após a apuração das denúncias. Ele não vai comentar o depoimento pois não conhece seus termos na íntegra e dentro do seu real contexto. Informa que a doação de R$ 50 mil para sua campanha está devidamente declarada ao TSE devidamente auditada e checada.”
Em 2006, Jaques Wagner foi eleito governador baiano e reeleito em 2010. O petista administrou a Bahia até o fim de 2014. Em outubro de 2015, ele assumiu a chefia da Casa Civil de Dilma, deixando a cadeira de ministro da Defesa, que ocupou por dez meses.
A campanha de Jaques Wagner em 2006 foi citada pelo ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, um dos delatores da Lava Jato. Segundo o executivo, houve ‘um grande aporte de recursos’ para a campanha do petista. Cerveró declarou que o dinheiro teria sido desviado da Petrobrás e ‘dirigido’ pelo então presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli.
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