Queda de avião no Pantanal envolveu outra aeronave


A queda da aeronave experimental PPX-IG (do tipo Neiva Regente), no Pantanal em Mato Grosso do Sul, neste sábado (11), aconteceu depois que um Cessna 206 se aproximou para que um dos ocupantes tirasse uma foto dos que estavam no outro monomotor. A perícia será feita pela Força Aérea Brasileira, já que a colisão envolveu um avião regulamentado. O inquérito deve ser concluído em trinta dias.

No acidente, segundo a Polícia Civil, morreram João Geraldo Rodrigues, 65 anos, e Dejani Machado de Oliveira, 35 anos, de Votuporanga (SP). Rodrigues era pecuarista e tinha brevê há 43 anos. Segundo o delegado Jeferson Rosa Dias, ele estava como copiloto, auxiliando Oliveira, que estava em treinamento para ser piloto agrícola.

O delegado disse que as duas aeronaves estavam a altura de dois mil metros. O Cessna se aproximou para que um dos ocupantes tirasse fotos de Rodrigues e Machado. O avião experimental tocou na hélice do outro avião, caiu e explodiu. Os dois ocupantes foram carbonizados.

De acordo o Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego (Cindacta 1), da Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave saiu da fazenda São Joaquim com destino à Santa Lúcia, para um encontro de pilotos. No caminho, aconteceu a queda em área da fazenda Santa Mônica, a 300 quilômetros de Corumbá, próximo de Coxim, divisa de Mato Grosso.

O delegado explicou que, preliminarmente, já se sabe que houve imperícia, mas somente a investigação irá apurar responsabilidades no caso. Inicialmente, a FAB não faria parte do caso, pois só se sabia que havia um avião experimental envolvido no acidente. Com a informação de que a colisão aconteceu com um Cessna, monomotor regulamentado, a Força Aérea irá participar da investigação.