CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
BRASIL

Vítima beija réu antes de condenação por tentar matá-la

Crime aconteceu em agosto do ano passado; ela disse que perdoava o namorado

foto autor

Redação iBahia

29/01/2020 às 15:07 • Atualizada em 31/08/2022 às 10:34 - há XX semanas
Google News iBahia no Google News Google Adicionar como fonte preferida no Google

Um cena inusitada surpreendeu aqueles que estavam presentes no Tribunal do Júri da cidade de Venâncio Aires (RS): a vítima beijou o réu antes da condenação por tentar matá-la. O caso aconteceu na tarde desta terça-feira (28). O suspeito estava preso desde agosto do ano passado, data quando ocorreu o crime, mas irá permanecer em liberdade pois a pena é menor que oito anos e ele não possui antecedentes criminais. A informação do jornal Zero Hora.

Foto: Álvaro Pegoraro/Divulgação

Lisandro Rafael Posselt, 28 anos, respondia pelo crime de tentativa de homicídio, onde atirou cinco vezes contra a namorada. Após prestar depoimento, a sobrevivente dos disparos pediu autorização dos jurados e beijar o seu agressor e dizer que o perdoava.

Em entrevista ao Zero Hora, o advogado do réu, Jean Severo, disse que atitude da jovem foi inesperada, mas reforçou a estratégia da defesa. "Se a vítima tem essa atitude, ela que é a principal interessada, isso certamente facilitou a nossa argumentação", disse.

Ele foi foi condenado a cinco anos por tentativa de feminicídio privilegiado, quando se age sob forte emoção, mas com o quesito qualificado de recurso que dificultou a defesa da vítima. Os outros dois anos foram pelo porte ilegal do porte arma. Ele foi absolvido por três dos quatro jurados.

O advogado do réu considerou a pena adequada e pontuou que não irá recorrer. Após sair a sentença, a vítima e o réu posaram abraçados em uma foto.

O promotor do caso, Pedro Rui da Fontoura Porto, disse ao Zero Hora que a vítima afirmou que era culpada pelo descontrole emocional do namorado. Ela relatou ainda que, após uma discussão, ela iria realizar um denúncia de estupro contra o réu.

"Entendemos que a versão não é verdadeira. Mesmo que fosse, não seria privilegiadora, pois o crime não foi na mesma hora. Ele saiu do local e retornou depois com a arma", disse o promotor.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Leia também:

Participe do canal
no Whatsapp e receba notícias em primeira mão!

Acesse a comunidade
Acesse nossa comunidade do whatsapp, clique abaixo!

Tags:

Mais em Brasil