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Que semana, senhoras e senhores!

A gente quase nunca para totalmente, não é mesmo? Aproveitei os dias de sombra e água fresca para rever o meu romance “Um Canto de Amor para Darlene”

Ricardo Ishmael • 08/12/2023 às 7:00 - há XX semanas

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“Oi, sumido. Tava de boa, né?”. Foi o que mais ouvi desde que voltei das férias nesta segunda-feira. De boa? Vai achando! Foram vinte dias participando de eventos literários na Bahia (Itacaré, Ribeira do Pombal e Antônio Cardoso) e também em São Paulo e Rio de Janeiro. Depois da maratona de lançamentos, uma pausa para o merecido descanso no paraíso chamado Boipeba. Descanso? Vai achando!


				
					Que semana, senhoras e senhores!
Ricardo Ishmael recebeu duas grandes homenagens da Câmara Municipal de Cachoeira. Foto: Arquivo Pessoal

A gente quase nunca para totalmente, não é mesmo? Nem mesmo nas férias. Aproveitei os dias de sombra e água fresca para rever o meu romance, “Um Canto de Amor para Darlene”. Reescrevi capítulos após reflexões que venho tendo com algumas travestis (Darlene, a protagonista/heroína da minha história, é uma travesti).

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Então eu chego a Salvador em tempo de acompanhar, na terça-feira, a cerimônia de premiação dos vencedores da 65ª edição do Prêmio Jabuti, o mais importante da literatura brasileira. E que explosão de alegria ao ver que na categoria Infantil venceram Emília Nuñez e Anna Cunha com o espetacular “Doçura”, umas das obras para infância mais lindas e cuidadosas que já vi, livro nascido para nos ensinar, sem dizer uma só palavra, como afetos são construídos a partir das leituras. Poesia pura!

Explodimos de alegria nós todos, autoras e autores baianos e nordestinos, e não somente quem escreve para as infâncias. Ao subirem ao palco do fabuloso Theatro Municipal de São Paulo, Emília e Anna levavam consigo cada um de nós. Levavam nossos sonhos, nossas expectativas, e por isso mesmo a genuína emoção que vivemos ao vê-las merecidamente premiadas. O Jabuti é delas, obviamente, mas também da Bahia!

Eis que chegamos à quinta-feira! Fui à Cachoeira, a “Heroica” Cachoeira, no recôncavo baiano, para receber duas grandes homenagens da Câmara Municipal. A primeira, uma Menção de Aplausos dedicada à Rede Bahia pelo documentário “Bicentenário da Independência – Heróis e Heroínas da Liberdade”. A produção, que vem sendo apresentada em vários municípios do estado desde o dia 2 de Julho, e que já alcançou mais de 6 mil estudantes, refaz as trajetórias de quatro protagonistas das lutas pela Independência do Brasil na Bahia.

Aprovada por unanimidade pelos vereadores de Cachoeira, a moção, entregue a mim e ao editor Henrique Mendes, que coordenou o documentário, destaca a importância do trabalho desenvolvido pela Rede Bahia na preservação da história e na sua transmissão às novas gerações. A segunda homenagem, mais pessoal, também me encheu de grande alegria. Recebi o título de “Cidadão Cachoeirano”, uma honraria conferida àquelas pessoas que, mesmo não tendo nascido na cidade, colaboram para o seu desenvolvimento.

No discurso de agradecimento, lembrei das memórias de painho, seu Antônio, prestes a completar 90 anos. Fui criado ouvindo-o contar as histórias de quando se hospedou pela primeira vez, ainda um jovem marceneiro, num hotel às margens do lendário Rio Paraguaçu.

Por fim, nesta sexta-feira, receberemos em Porto Alegre mais um prêmio, também esse relacionado ao documentário. Trata-se do 40ª Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, do Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) em parceria com a Ordem dos Advogados do Brasil.

A iniciativa, que existe desde 1984, estimula o trabalho dos profissionais de jornalismo na observância e defesa dos direitos humanos. Este ano, o prêmio teve como tema “Liberdade”, e a produção da Rede Bahia conquistou o terceiro lugar na categoria documentário.

No total, nas nove categorias, foram 412 trabalhos inscritos. Essa não é uma vitória apenas nossa. É, sobretudo, uma vitória do povo da Bahia. Por isso mesmo, encerramos essa semana de pós-férias com o sentimento de que, sim, tudo valeu a pena! E encerramos esse texto com uma frase do genial Caetano Veloso. “É impressionante a força que as coisas parecem ter quando elas precisam acontecer.”

Imagem ilustrativa da coluna Clube do Livro
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