Entre currículos feitos por inteligência artificial (IA), para atender a demanda de outra IA, surge a entrevista feita por robô.

Já sabendo do domínio das IAs, na primeira etapa, as pessoas estão cada vez mais ajustando palavras-chave, refazendo frases e otimizando o currículo, tentando agradar uma máquina. O que não esperam é, na próxima etapa, se deparar com outra IA como entrevistadora dentro do processo de recrutamento e seleção.
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Historicamente esse processo começava com a leitura do currículo feita por outro ser humano. Sendo selecionado, o canditato partia para a entrevista onde era submetido a um outro olhar, também humano, que “lia” o tom da voz, a construção da história profissional e a linguagem corporal. Mas as coisas estão mudando.
Recentemente, numa reportagem exibida pela BBC News, estudantes universitários, do Reino Unido, relatam a sua supresa ao serem entrevistados por uma inteligência artificial. Impessoal e automatizado, as pessoas parecem desanimar ainda mais na corrida por uma vaga no mercado de trabalho ou até uma recolocação profissional.
Os candidatos parecem não precisarem mais do esforço em se apresentar melhor para alguém, têm que decifrar o que a inteligência artificial quer “ler” e “ouvir”.
Se antes o desafio era elaborar o curriculo de acordo com a demanda de uma IA, agora é conversar com um robô e convencê-lo de que você é a melhor opção. A inteligência artificial pode até simular as perguntas e atender à demanda da empresa, mas não vai conseguir acessar a complexidade humana e seus detalhes.
Não é nem uma questão e demonizar a tecnologia. Os avanços estão cada vez maiores e mais rápidos. A questão é: como estamos conduzindo essa transição? Estamos? Porque dentro de um processo onde apenas IAs passam a ser responsáveis pela decisão de quem avança e de quem fica pra trás, perdemos algo valioso e essencial: recolhecer o potencial do outro para além das palavras-chave.
Quem melhor se prepapar e entender o jogo da evolução tecnológica irá se destacar. E se’ra muito necessário ccontinuar considerando, inclusive, a necessidade de construir um posicionamento profissional legítimo, através de uma boa narrativa, planejamento e estratégias.
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