A escolha profissional dos filhos
Escolha profissional exige escuta, método e acompanhamento parental

Será que estão prontos para fazer a melhor escolha? Não seria melhor escolher uma carreira de futuro promissor, que garanta estabilidade? Que tal medicina, direito ou engenharia? Essas são preocupações e inseguranças de todos os pais. Mas é preciso cuidado para não projetar esses sentimentos nos filhos, porque quando isso acontece: ou eles cedem à pressão ou se rebelam e a escolha pode acabar sendo impulsiva. O que, num futuro próximo, pode acabar resultando numa infelicidade profissional confortável ou em dinheiro jogado fora.

Bom, essa é uma época que todo pai e toda mãe ficam preocupados com o a carreira que os filhos vão escolher. Alguns dão palpites e outros só observam. Mas existem aqueles também que são mais parceiros, que não impõem nada, apenas ficam à postos pra qualquer orientação que se faça necessária.
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No meu trabalho, eu recebo muitas ligações dos pais querendo uma consultoria de carreira, para orientar os seus filhos numa escolha profissional. Até porque isso diminui as chances de um rumo equivocado na carreira. Querem ajudar seus filhos a fazerem uma escolha mais consciente, com menos ansiedade e mais clareza.
A orientação vocacional não serve para entregar a resposta pronta. Ela serve para organizar o processo de escolha e ajuda o jovem a olhar para seus interesses, habilidades, perfil comportamental, valores, repertório e vida, estilo de aprendizagem, possibilidades reais de mercado e caminhos de formação. A escolha deixa de ser baseada em medir pressão ou idealização e passa a ser construída com método.
E aqui vão as minhas 3 dicas para ESCOLHA PROFISSIONAL DOS FILHOS:
- Tenha uma atitude pedagógica. Esse momento de escolha da carreira é o início da responsabilidade da vida adulta. Ao invés de cobrar um decisão, ajude seu filho a aprender a decidir.
- Incentive seu filho ou sua filha a explorar as suas potencialidades. Observe interesses talentos, curiosidades e formas de aprender. E tenha calma: nem sempre o caminho profissional escolhido será o que você imaginou/sonhou para seu filho.
- Se precisar, contrate um profissional que possa orientá-los para uma tomada de decisão mais assertiva na escolha da carreira. Um procesos de orientação vocacional bem conduzido reduz inseguraças, organiza melhor as informações e favorece uma tomada de decisão mais assertiva.
Pressão do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), vestibular, sonho dos pais, professores cobrando e a movimentação dos colegas ao redor. No trabalho de orientação vocacional, vejo tudo isso e mais um pouco, mas sempre deixo claro que a escolha profissional dos filhos não deve ser uma disputa entre o sonho dos pais e a vontade do adolescente. Deve ser um lugar construção.
Pais não precisam escolher no lugar dos filhos, mas também não precisam assistir de longe. E aqui fica uma provocação para refletir: seu filho ou sua folha está escolhendo uma carreira com consciência ou apenas tentando responder à ansiedade de todo mundo à sua volta?
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