Internacional: veja como é visitar a Disney durante a pandemia


Foto: Acervo / Erick Issa

Por muito tempo, a pandemia fechou as fronteiras dos Estados Unidos para os brasileiros. Durante grande parte desse período, os parques da Disney, em Orlando, permaneceram fechados. Agora, com a reabertura das fronteiras e o funcionamento normal dos parques, quais são as regras para visitar o famoso complexo Disney World? Será que é seguro voltar a se divertir mesmo com a pandemia e o vírus circulando? Eu estive, no dia 8 de fevereiro, no Animal Kingdom, um dos quatro parques pertencentes ao Walt Disney World, e vou contar para vocês os cuidados (ou falta deles) quando o assunto é Covid-19.

As respostas para as perguntas acima são relativas. Primeiro, que não há muitas regras para visita aos parques. Se você está acostumado a ver todo mundo de máscara circulando nos shoppings, mercados e demais estabelecimentos no Brasil, talvez você se assuste com o que verá nos Estados Unidos, inclusive na Disney. A proporção de pessoas utilizando máscara pelos parques é mínima. Não há obrigatoriedade de usar o acessório enquanto estiver em áreas abertas, mesmo sabendo que a aglomeração de pessoas é intensa. Afinal, apenas na atração mais famosa do Animal Kingdom, Avatar Flight of Passage – o simulador de voo por Pandora – a fila, sem nenhum distanciamento, chegava a 1h45. 

Foto: Acervo / Erick Issa 

Nos parques da Disney só é obrigatório o uso de máscara em ambientes fechados, ou seja, na parte interna das filas, em brinquedos fechados, salas de projeção, dentre outros. Fora isso, as pessoas andam livremente sem a máscara, inclusive muitos brasileiros. Eu mantive minha máscara o tempo inteiro no rosto. Só tirei para comer ou no momento de uma foto/vídeo. Sabendo que para voltar ao Brasil é preciso apresentar um exame negativo para Covid-19, confesso ter ficado tenso com a quantidade de pessoas sem máscara, mas entreguei nas mãos de Deus e aproveitei o máximo que pude do parque. 

Também não é obrigatório apresentar certificado de vacinação para entrar nesses parques. O famoso álcool em gel para higienização das mãos pode ser encontrado facilmente em diversos pontos do complexo, inclusive nas entradas dos brinquedos. Eu preferi trazer o meu potinho que me acompanhou em todas as atrações para que eu pudesse limpar as mãos sempre que possível. 

No aplicativo oficial da Disney e nos mapas de papel – que podem ser pegos em diversos idiomas, por qualquer visitante, na entrada dos parques – , há um aviso de que a Disney se exime de qualquer responsabilidade referente ao vírus. Fica o visitante ciente de que o vírus é altamente contagioso e que voluntariamente está assumindo o risco a partir do momento que decide visitar um parque durante a pandemia. 

Foto: Acervo / Erick Issa

Se você vier a Orlando ou for a qualquer outra parte do mundo que tenha parques da Disney, faça que nem eu, mantenha sua máscara no rosto e traga seu álcool em gel. Não se arrisque como a maioria dos visitantes. Mas se você ainda não se sente seguro para estar num ambiente onde o uso de máscara é quase inexistente, prefira fazer outras programações que não envolvam aglomeração de pessoas e que não te exponham a tamanho risco. 

A Disney informa que máscaras são obrigatórias para todos os visitantes (com idade a partir de 2 anos) em todos os ambientes fechados, independentemente da vacinação. Isso inclui também ônibus, monotrilhos e no Disney Skyliner, independentemente da vacinação. As máscaras são opcionais para os visitantes em áreas ao ar livre. Eles informam também que adotam medidas avançadas de saúde e segurança. O detalhamento dessas e outras medidas pode ser encontrado no site oficial do Walt Disney World. 

Foto: Acervo / Erick Issa

No dia seguinte, 9 de fevereiro, estive no Sea World, outro concorrido parque de Orlando, embora não pertença ao Grupo Disney. Por lá, o que vi foi exatamente o mesmo que no Animal Kingdom, ou seja, pessoas sem máscaras, com uso opcional ao ar livre.

A diferença é que o parque estava vazio. Os brinquedos não tinham fila ou a espera era de cinco minutos, o que evitou a circulação, nos manteve longe de qualquer tipo de aglomeração, trazendo um pouco mais de segurança comparando com o dia anterior, quando o parque estava abarrotado de gente.

Erick Issa*
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