O que significa 'mesa de quijá', expressão da música 'Príncipe Encantado', relançada por Rey Vaqueiro e Joelma
Em conversa exclusiva com a coluna de Kadu Brandão, compositor Beto Caju revelou confusão com expressão
A música "Príncipe Encantado" voltou às paradas musicais no último mês e, nesta sexta-feira (9), ganhou a tão esperada versão de Rey Vaqueiro com Joelma, dona do hit inicial em 2002, ainda como vocalista da banda Calypso.

Na letra da faixa, a pessoa busca descobrir na "Mesa de Quijá" o futuro de uma relação. No entanto, "Quijá" é uma expressão que não existe no dicionário brasileiro. 24 anos depois o mistério foi revelado: afinal, o que é a mesa de quijá?
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Beto Caju, um dos compositores da música, contou para Kadu Brandão que criou a letra em 2002, em Porto de Galinhas, a partir de uma melodia deixada por Marquinhos Maraial em uma fita cassete. Um filme que havia assistido inspirou a cena com copo sobre a mesa, bola de cristal, cartas e uma foto 3x4.
A expressão “mesa de Quijá”, segundo ele, nasceu de uma leitura equivocada da palavra Ouija, nome associado ao tabuleiro usado em práticas de comunicação com espíritos. “Vi escrito ‘OUIJA’ e, na minha cabeça, interpretei aquilo como ‘Quijá’”, recorda em conversa com Kadu Brandão.
Quando percebeu a diferença, a música já havia sido gravada pela Banda Calypso e se tornado conhecida. “Quijá pode não estar no dicionário, mas está na história de ‘Príncipe Encantado’”, brinca Beto.

Retorno financeiro com novo viral
O compositor disse estar grato por ver a canção chegar a uma nova geração, embora considere cedo calcular se a recente repercussão já gerou retorno financeiro.
"Toda vez que uma música volta a ser executada, ouvida, gravada e ganha força nas plataformas, naturalmente existe a possibilidade de gerar novos direitos autorais. Mas ainda é cedo para transformar essa viralização especificamente em números e dizer: 'entrou tanto por causa disso'. Direito autoral tem todo um caminho de arrecadação e distribuição. O que posso dizer é que, para o compositor, ver uma obra antiga voltar a ter esse consumo é maravilhoso artisticamente e também pode representar uma nova vida comercial para a música. Eu sempre digo: música boa é patrimônio. Às vezes ela dorme, mas não morre", analisa Beto Caju
Ele também comentou “Carta Branca”, sucesso do Ara Ketu e da Calcinha Preta, outra parceria com Marquinhos Maraial, e adiantou que pretende contar a história completa dessa música no livro "Minha Vida por Trás das Canções", previsto por ele para o fim do ano.
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