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Cooperativa de crédito contribui com a economia local; saiba mais

Pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) comprova benefícios do cooperativismo de crédito em municípios brasileiros

Carol Amorim - Algo Mais Consultoria e Assessoria
26/05/2022 às 9h00

3 min de leitura
Instituições financeiras cooperativas atuantes no país, entre 1994 e 2017, elevaram o Produto Interno Bruto (PIB) de cidades brasileiras [Foto: Divulgação]
Foto: Divulgação

Através do modelo de negócio adotado, uma cooperativa de crédito contribui para o bem-estar socioeconômico da comunidade em que atua. Esse fato foi comprovado por meio de um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que revelou que as instituições financeiras cooperativas atuantes no país, entre 1994 e 2017, elevaram o Produto Interno Bruto (PIB) per capita de municípios brasileiros e a criação de vagas de empregos formais.

A pesquisa da Fipe, denominada “Benefícios Econômicos do Cooperativismo de Crédito na Economia Brasileira”, avaliou o desempenho econômico de 1,4 mil municípios que passaram a contar com uma ou mais instituições financeiras cooperativas entre 1994 e 2017. O levantamento apontou que o cooperativismo incrementa o PIB per capita desses municípios em 5,6% e que, além disso, cria 6,2% mais vagas de trabalho formal e aumenta o número de estabelecimentos comerciais em 15,7%.

Isso acontece devido ao modelo de negócio adotado pelas cooperativas, a exemplo da Sicredi Expansão – instituição financeira cooperativa -, que visa beneficiar não só seus associados, como toda a comunidade do entorno da instituição e dos negócios dos associados. Primeiramente, o pilar econômico é sustentado através do cooperativismo. Como consequência, o pilar social e de infraestrutura é beneficiado e, por último, há o benefício do pilar de desenvolvimento.

A seguir, veja como esse modelo se estrutura:

Pilar econômico 

  • Estabelecimento local: com a movimentação econômica, o pequeno negócio se mantém ativo e colabora para que um ciclo de recursos permaneça na região, pois o dinheiro continua na comunidade.
  • Geração de empregos: além de manter os empregos nos comércios e fornecedores, aumentam as possibilidades de geração de oportunidades de trabalho.

Pilar social e infra:

  • Serviços básicos: regiões com economia aquecida atraem mais investimentos em serviços essenciais, como saúde, transporte e educação.
  • Oportunidades: cooperar com a economia local significa apoiar as iniciativas de cultura e lazer. E, com menos desigualdade financeira, menores são os índices de pobreza e, consequentemente, de violência. 

Pilar desenvolvimento:

  • Novos negócios e valorização: uma região com a economia aquecida e desenvolvida atrai novos negócios e a valorização dos espaços comerciais e residenciais.
  • Senso de comunidade: a economia local também tem um impacto na valorização de causas locais e engaja moradores e empreendedores em melhorias gerais.

Dessa forma, o cooperativismo cumpre com os seus sete princípios, que são a adesão livre e voluntária; gestão democrática; participação econômica; autonomia e independência; educação, formação e informação; intercooperação (cooperação entre cooperativas) e o interesse pela comunidade. Esses princípios fazem com que seja alimentada toda a cadeia citada, em prol do crescimento da comunidade.

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