iBahia Portal de notícias
icone de busca
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
MÚSICA

Paralamas do Sucesso faz show no Rio Vermelho neste domingo

Os Paralamas do Sucesso encerram o Festival da Primavera, que começa hoje e segue até amanhã à noite no Rio Vermelho

foto autor

21/09/2014 às 10:17 • Atualizada em 27/08/2022 às 3:03 - há XX semanas
Google News iBahia no Google News
Apesar de terem se reunido no Rio, Os Paralamas do Sucesso têm um pé em Salvador. Além da sonoridade com algumas influências da Bahia, a banda vive por aqui. Depois de comandar o Réveillon na Praça Cayru e passar pelos festivais de Verão e Inverno (Vitória da Conquista), Herbert Vianna (voz e guitarra), Bi Ribeiro (baixo) e João Barone (bateria) estão de volta.
Com a turnê do DVD/CD Multishow Ao Vivo - 30 Anos (EMI/Universal), os Paralamas encerram, amanhã, às 19h, no Largo de Santana, o Festival da Primavera. O evento começa hoje, às 11h, e segue até a noite de domingo nas ruas do Rio Vermelho, com programação que inclui shows, tirolesa, arvorismo, cinema e gastronomia.
No projeto, gravado em outubro de 2013 no Citibank Hall, no Rio, estão sucessos emblemáticos como Alagados, Óculos, Lanterna dos Afogados, Meu Erro, Ela Disse Adeus, Uma Brasileira, Aonde Quer Que Eu Vá, Lourinha Bombril e Vital E Sua Moto.
Destacam-se também canções não executadas ao vivo há muito tempo pelo grupo: Patrulha Noturna, Selvagem e Melô do Marinheiro, além de releituras de Polícia, dos Titãs, Como Uma Onda, de Lulu Santos, e Que País É Esse?, da Legião Urban.
“São muitos discos. Então, a gente queria contar a história passando por cada um deles. Foi assim que começamos. Tem músicas que não tocávamos há 30 anos como Patrulha Noturna. Outras que nunca tínhamos tocado ao vivo. Chegamos ao consenso de umas 50 músicas e dali fomos vendo quais ficariam melhor no show, quais daquelas poderiam ser ilustradas no telão, pois ele nos ajuda a contar essa história com fotos antigas, imagens de amigos e videoclipes”, expllica Bi Ribeiro, 53 anos.
Documentário
Além do show, o ponto alto do DVD é um documentário que, com imagens de bastidores, depoimentos dos integrantes e de outros músicos como Marcelo Yuka, Dado Villa Lobos (Legião Urbana), Charles Gavin (Titãs) e Rogério Flausino (Jota Quest), mostra como o grupo conseguiu permanecer unido por tanto tempo.
“Não posso revelar esse segredo (risos). É uma coisa que a gente, vendo hoje, parece que passou numa velocidade incrível. Acho que temos sorte de ter nos encontrado na nossa primeira intenção musical, ninguém antes havia tido banda. Foi uma sorte muito grande porque, além de tudo, na primeira tentaviva já deu certo. Com seis meses lançamos um disco. Construímos uma amizade forte, verdadeira. Aprendemos a lidar com os egos que surgem na hora que a banda começa a aparecer. A gente foi levando, foi acontecendo, quando viu já estávamos celebrando 30 anos”, conta Bi.
Para o baixista, a fase mais difícil do grupo foi em 2001, ano em que Herbert Vianna sofreu um acidente de ultraleve e perdeu os movimentos das pernas. Na época, o vocalista ficou 45 dias internado, dos quais 20 em coma, devido a um corte profundo na cabeça, que lhe causou um grave traumatismo craniano.
“Foi o momento mais extremo. Mas, talvez por medo de pensar no pior, a gente nunca pensou que não voltaria a tocar. A gente sempre foi muito otimista. O Herbert mesmo atribui muito a atividade de tocar a recuperação dele. Então, soubemos lidar com isso. A gente se habituou. De certa forma é mais interessante para ele. Antes ele não parava no palco, agora ele vê as emoções, as reações das pessoas e considera isso interessante”, diz.
Há pouco tempo, Herbert declarou em entrevista ao Sarau da GloboNews: “Eu sempre digo para os meus médicos que a ciência ainda não conseguiu sintetizar em palavras o efeito químico que a música e a convivência com os amigos pode fazer por um doente. Sem os Paralamas, provavelmente eu não estaria aqui”.
Renovação
Segundo Bi, o público do grupo vem se renovando naturalmente. “Nós temos visto isso. O nosso último show, que fizemos no sábado em Toledo, no Paraná, foi em uma boate e só tinha jovens. Muitos sabiam muitas músicas. Nos shows normais, vão os fãs antigos e levam seus filhos. A gente abrange uma faixa muito grande de idade e de classes sociais”, garante.
O show de amanhã, às 19h, no palco montado na praia do Rio Vermelho, será um dos últimos da turnê comemorativa, que chega ao fim em novembro com duas apresentações no Circo Voador, no Rio. “Chega de comemorar esses 30 anos”, brinca Bi, que adianta planos de um novo disco de inéditas.
“Estamos preparando. Ainda tem poucas coisas, ainda não sabemos como será o disco. Quando acharmos que tem uma coleção de músicas interessantes aí vamos gravar”, afirma o músico, que adianta outra novidade: no fim do ano será lançada a discografia completa do grupo. Serão 20 discos no total, entre álbuns de carreira, ao vivo e outros especiais como um só com versões em espanhol.
“Era para sair logo no começo da comemoração dos 30 anos, em 2012, mas por transição de gravadora adiou. Todas as faixas estão remasterizadas e haverá uma embalagem especial”, detalha.
Sobre a relação com a Bahia, o músico é só elogios. “A Bahia é fundamental. A gente ficou encantado desde a primeira vez que fomos, em 1984. Lembro que chegamos para abrir um show do Jimmy Cliff. Foi tão fascinante. Depois, passamos vários Carnavais por aí. Gosto muito do Ilê Aiyê e do Olodum. A gente ouvia muita coisa da Bahia. Fora isso, nos encantamos muito com a forma festiva do baiano. E trouxemos isso para a nossa música. Sempre trocamos figurinhas com artistas daí e gravamos com eles. Até hoje temos esse encanto e conexão com a Bahia”, pontua.
Política
Apesar de admitir preferir os clássicos antigos, Bi admira o jovem cantor e compositor baiano Lucas Santtana, com o qual dividiu o palco do Sesc Vila Mariana, em São Paulo, no começo deste mês. Bi foi um dos convidados especiais de Lucas, que apresentou seu novo álbum Sobre Noites e Dias. “Ele é um artista maravilhoso, excepcional. Fora isso, somos muito amigos”, conta.
Faltando duas semanas para as eleições, Bi não foge do assunto e conta que votará em Marina Silva, candidata pelo PSB. “Eu já ia votar no Eduardo Campos por causa dela, que era vice dele. Acho que precisa mudar essa polaridade PT-PSDB. Acredito que precisamos de ideias novas. A gente precisa renovar o panorama, mesmo que não dê certo logo de cara”, encerra. Leia também Valesca Popozuda apresenta nova música de trabalho Xangai volta a Salvador e se apresenta no Teatro Sesc Casa do ComércioMatéria Original Correio 24h Com DVD festivo dos seus 30 anos, Paralamas do Sucesso faz show no Rio Vermelho

Leia também:

Participe do canal
no Whatsapp e receba notícias em primeira mão!

Acesse a comunidade
Acesse nossa comunidade do whatsapp, clique abaixo!

Tags:

Mais em Música