O Brasil e o mundo do automobilismo recordam os 32 anos da trágica morte de Ayrton Senna (1960-1994) neste sábado (1º), uma data que permanece viva na memória coletiva e, especialmente, no coração de Adriane Galisteu, 53 anos. A apresentadora, que vivia um romance com o piloto na época do acidente em Ímola, utilizou suas redes sociais para prestar uma homenagem sensível, compartilhando um registro fotográfico ao lado do ídolo.

Em seu desabafo, ela ressaltou que, embora o tempo avance, a presença de Senna continua sendo sentida de forma intensa. "1º de maio. 32 anos sem Ayrton - e ainda assim, tão presente. Uma ausência que o tempo não apaga, só transforma em saudade… Pra quem também sente falta, dá pra matar um pouco dela em 'Meu Ayrton', disponível na HBO Max feito com amor sobre o amor!", escreveu ela, fazendo referência ao documentário que explora a intimidade do casal.
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Olhar sobre o luto e percepção do tempo
A obra, inclusive, trouxe à tona bastidores delicados sobre o funeral do piloto, em 1994. Um dos pontos mais comentados pelos fãs foi a percepção de que Galisteu teria sido ignorada pela família de Senna durante o velório. Sobre esse período conturbado, a apresentadora explicou que sua imaturidade e a profundidade do sofrimento a impediram de notar qualquer mal-estar imediato.

Ela relatou que, no calor do momento, sentia-se amparada por amigos próximos e não tinha olhos para os julgamentos externos. Segundo Adriane, a percepção de que a situação havia sido hostil só veio muito tempo depois, por meio da cobertura da imprensa na época. “Essas coisas todas são percepções de fora para dentro. Eu não tive essa sensação. Eu estava ali vivendo aquela minha dor, não estava olhando se tinha alguém fazendo assim ou assado”, revelou.
A apresentadora admitiu que o choque de realidade veio ao revisitar o passado anos depois. “Fui perceber essa cena muito depois em revistas. Daí olhei para aquela cena com o mesmo olhar que todo mundo olhou. Falei: ‘Nossa, realmente foi pesado, difícil e triste’. Mas nada podia ser mais triste do que a própria situação”, recordou, enfatizando que a perda de Senna era a única dor que realmente importava naquele contexto.

Escolha pelo silêncio
Mesmo diante das mágoas que poderiam ter surgido, Galisteu revelou que nunca buscou um confronto direto com os familiares de Ayrton. Sua decisão de não entrar em embates públicos foi fundamentada em uma compreensão profunda sobre o luto, baseada em experiências que já havia vivido dentro de sua própria casa, como a perda de seu pai e de seu irmão.
Para a apresentadora, a dor de uma mãe ou de um irmão é sagrada e não cabe questionamento ou disputa de espaço. Ela pontuou que, embora seja uma mulher de personalidade forte, soube identificar o momento de recuar em respeito ao sentimento alheio e à complexidade das relações familiares. “Jamais entrei em debate porque pensava: ‘como é que eu vou discutir a dor de uma mãe perdendo um filho ou a dor de uma irmã perdendo um irmão?’”, ponderou.
Finalizando seu relato, ela demonstrou maturidade ao aceitar as imperfeições humanas e as dificuldades de convivência. “Ninguém é perfeito. Então, acho que não se questiona isso. Não sou o tipo de mulher que faz esses embates. Sou de Áries, sou dura na queda, mas tem coisas que eu vou recuar e está tudo bem. Então, neste embate, eu não vou entrar”, concluiu, encerrando o assunto com a serenidade de quem transformou o luto em uma saudade respeitosa.

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