A situação de Deolane Bezerra na prisão ganhou uma nova camada no dia do julgamento de um habeas corpus pedindo a transferência dela do Complexo Penal de Tupi Paulista para uma Sala de Estado-Maior. O Ministério Público (MP) revelou que a advogada e influenciadora desenvolveu síndrome do pânico durante o tempo detida, investigada por lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
O julgamento do habeas corpus acontece neste segunda-feira (6) através da 16ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo, e deve ser concluído somente no dia 15 de julho. O MP apresentou o relatório relacionado à condição mental da presa, posicionando-se contra a transferência para uma Sala de Estado-Maior ou em ter a prisão preventiva substituída por prisão domiciliar.
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De acordo com o relatório, ela “não se encontra sozinha em uma cela, mesmo havendo disponibilidade, pois, conforme declarações reduzidas a termo, apresenta síndrome do pânico e receio de permanecer sozinha durante o período em que as portas das habitações permanecem fechadas. A permanência em cela conjunta se deu de forma voluntária e com o consentimento da presa ***** (colega de cela da influenciadora, que não terá a identidade revelada)”. As informações são do portal LeoDias.
O parecer também aponta para o fato dela estar em um setor separado do restante da população carcerária no local. Além disso, o MP garante que as instalações da advogada atendem a todos os requisitos legais de condições para permanência dela lá.
Dessa forma, a conclusão é que não há uma justificativa plausível para que a influenciadora seja transferida de presídio, pois o atual atende requisitos básicos necessários para a permanência dela lá.
Romance e relação íntima de Deolane Bezerra e membro do PCC vem à tona
Documentos do processo judicial que envolve Deolane Bezerra indicam que a advogada manteve um envolvimento afetivo com um membro da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A famosa permanece recolhida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, localizada no interior paulista, sob a suspeita de ocultação de bens e capitais.
O monitoramento das autoridades sobre os passos da criadora de conteúdo teria começado há mais de uma década. O monitoramento policial começou devido ao vínculo da doutora com um homem que operava dentro do grupo criminoso. As informações são do portal LeoDias.
Foi justamente nesse período que a empresária assumiu a criação de Giliard Vidal dos Santos, hoje seu filho adotivo. Nos relatórios oficiais colhidos pelos agentes de segurança, a advogada era qualificada como parceira do indivíduo que estava na mira da justiça.
A entrada de Deolane na carreira jurídica coincidiu com a época das primeiras apurações do caso. Mesmo após o término do primeiro compromisso, o nome da profissional permaneceu sob a vigilância do setor de inteligência da polícia porque ela teria se envolvido posteriormente com outro integrante da mesma facção.
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