Daniele Bezerra, irmã de Deolane Bezerra, revelou em ao colunista Lucas Pasin as graves condições que a advogada estaria enfrentando na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista. Presa preventivamente há três semanas por suspeita de lavagem de dinheiro e ligação com o crime organizado, a influenciadora tem sofrido com problemas físicos e psicológicos.
De acordo com a defesa, a custodiada recusa a alimentação oferecida na unidade e apresenta crises frequentes de saúde mental no confinamento.
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Na entrevista, Daniele, que também atua na equipe jurídica da irmã, confirmou que Deolane já precisou de atendimento médico emergencial em duas ocasiões após sofrer quedas severas de pressão arterial.
O quadro clínico é agravado por intensas crises de pânico noturnas, já que a influenciadora tem fobia de passar as noites sozinha na cela. O estresse psicológico atingiu um crescimento depois que a detenta precisou matar quatro escorpiões em um único dia, evidenciando uma suposta infestação no local.
A advogada também detalhou a falta de condições sanitárias no presídio, justificando o motivo de a irmã não conseguir se alimentar adequadamente na instituição. Segundo o relato, os pratos fornecidos são extremamente sujos devido a práticas anti-higiênicas de outras internas, que utilizariam os utensílios para necessidades fisiológicas dentro das celas.
Daniele ainda afirma que os recipientes retornam para a cozinha sem a lavagem correta antes de serem reutilizados no serviço de distribuição das refeições.
Deolane Bezerra: STJ toma decisão após novo pedido de liberdade
A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta terça-feira (9), o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa de Deolane Bezerra. A influenciadora digital e advogada permanece em regime de prisão preventiva desde o dia 21 de maio, no âmbito de uma operação conjunta do Ministério Público (MP)e da Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) que investiga um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Os ministros Ribeiro Dantas, Joel Ilan Paciornik, Maria Marluce Caldas e Messod Azulay Neto decidiram, de forma unânime, que o STJ não deve intervir no caso neste momento. O colegiado entendeu que o pedido é prematuro, uma vez que recursos similares ainda aguardam análise nas instâncias inferiores, especificamente no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Os magistrados recomendaram, contudo, que o tribunal estadual dê celeridade ao julgamento desses recursos.
Segundo apuração do g1, a defesa de Deolane sustenta que a prisão preventiva carece de fundamentação legal, argumentando que não há risco concreto à ordem pública, à instrução do processo ou à aplicação da lei penal, visto que as provas contábeis e fiscais já estariam sob custódia das autoridades.
Entre os pontos levantados pelos advogados, destacam-se a substituição da prisão preventiva por domiciliar, argumentando que Deolane é mãe de uma criança de 9 anos e seria a única responsável pelos cuidados da filha.
Além disso, a defesa alega que o caráter da prisão foi genérico, não individualizando os riscos de reiteração delitiva ou destruição de provas, baseando-se em fatos ocorridos entre 2018 e 2021. Por fim, os advogados sustentam que medidas cautelares, como a entrega do passaporte e a proibição de contato com outros investigados, seriam suficientes ao caso.
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