A influenciadora Deolane Bezerra, presa em operação contra suposto esquema de lavagem de dinheiro para o PCC na última quinta-feira (21), esteve sendo monitorada pela polícia durante viagem de luxo pela Itália, antes da prisão.
A revelação foi feita pelo "Fantástico", da TV Globo, que vai exibir a reportagem completa neste domingo (24) e mostrará imagens inéditas da advogada nos últimos dias de liberdade da famosa.
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Deolane esteve com a família em hotel de luxo, localizado em Roma, antes de retornar ao Brasil e ser presa no dia seguinte. As diárias do local custam R$ 15 mil. Segundo informações do jornal O Globo, Deolane chegou a ter o nome incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol antes da prisão, já que estava em viagem internacional.
A Difusão Vermelha da Interpol não é um mandado de prisão internacional, mas um alerta global para localização de um foragido internacional, que pode ser preso provisoriamente. O objetivo da lista é que considerados fugitivos possam responder aos processos criminais e cumpram penas. A Interpol, por sua vez, não prende ninguém, são as leis do país em questão que irão valer.
Segunda prisão de Deolane Bezerra
De acordo com a operação, Deolane estaria envolvida com transações para Marcola, usando as próprias contas para mandar dinheiro para uma transportadora de cargas, que lavaria dinheiro para Marcola e os parentes dele. Essa é a segunda prisão de Deolane, que já foi presa em setembro de 2024, em operação contra prática de jogos ilegais e lavagem de dinheiro.
Deolane é acusada de usar fama e o alto poder aquisitivo para mascarar as transações com altos valores. Segundo a investigação, a influenciadora teria recebido R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, em técnica conhecida por lavagem de dinheiro.
Também foi apontado quase 50 depósitos feitos para duas empresas de Deolane Bezerra, no valor total de R$ 716 mil. A Justiça pediu bloqueio de R$ 27 milhões em nome da famosa, o valor não teve origem comprovada e possui indicativos de lavagem de dinheiro.
A investigação aponta que imagens encontrada no celular de Ciro Cesar Lemos, que é apontado como a "cabeça" por trás do esquema, mostraram depósitos em contas de Deolane e Everton de Souza, que é considerado pela polícia como operador financeiro do PCC.
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