A influenciadora Deolane Bezerra, presa desde o último dia 21 de maio, se tornou ré sob acusação de organização criminosa e lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC), a decisão foi revelada nesta quinta-feira (18).
A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público de São Paulo e converteu a influenciadora de suspeita para ré na investigação contra o suposto esquema de lavagem de dinheiro. Também se tornaram réus o Marcola, Paloma Sanches Herbas Camacho, Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior. As informações são do g1.
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O juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª vara de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, foi responsável pela decisão. A Justiça ainda recusou o pedido de transferência feito pela defesa de Deolane. Atualmente ela está presa em Tupi Paulista, São Paulo.
Deolane já tinha tido, anteriormente, pedido de prisão domiciliar negado pela Justiça. O MP reforçou que o pedido não é oferecido para casos de envolvimento com organização criminosa que opere perante violência, como é o caso do PCC.
Segunda prisão de Deolane Bezerra
De acordo com a operação, Deolane estaria envolvida com transações para Marcola, usando as próprias contas para mandar dinheiro para uma transportadora de cargas, que lavaria dinheiro para Marcola e os parentes dele. Essa é a segunda prisão de Deolane, que já foi presa em setembro de 2024, em operação contra prática de jogos ilegais e lavagem de dinheiro.
Deolane é acusada de usar fama e o alto poder aquisitivo para mascarar as transações com altos valores. Segundo a investigação, a influenciadora teria recebido R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, em técnica conhecida por lavagem de dinheiro.
Também foi apontado quase 50 depósitos feitos para duas empresas de Deolane Bezerra, no valor total de R$ 716 mil. A Justiça pediu bloqueio de R$ 27 milhões em nome da famosa, o valor não teve origem comprovada e possui indicativos de lavagem de dinheiro.
A investigação aponta que imagens encontrada no celular de Ciro Cesar Lemos, que é apontado como a "cabeça" por trás do esquema, mostraram depósitos em contas de Deolane e Everton de Souza, que é considerado pela polícia como operador financeiro do PCC.
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