Enquanto Deolane Bezerra já foi para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, em São Paulo, mais detalhes da prisão da influenciadora vieram à tona. O secretário de Segurança Pública de São Paulo, delegado Nico Gonçalves, explicou como as autoridades chegaram no nome da advogada na Operação Vérnix.
Uma das peças-chave no desenvolvimento da investigação foi um documento encontrado no esgoto, que estava parcialmente destruído, mas pôde ser recuperado e tinha informações importantes sobre a transportadora suspeita de movimentar o dinheiro para contas ligadas a Deolane.
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Em entrevista ao portal LeoDias, o secretário também afirmou que eles trabalham com a suspeita que a empresa era usada para ocultar ganhos que vinham do crime organizado. “Descobrimos um monte de empresas, que são empresas de fachadas, com endereços até fictícios, no mesmo local. Enfim, é um trabalho de investigação que está começando hoje”, disse nesta quinta-feira (21).
Até o momento de publicação desta reportagem, outras três pessoas foram levadas para a delegacia até o momento, mas seis foram alvo de ordens judiciais. “Eu cumpri o mandado do irmão do Marcola, do sobrinho do Marcola, da Deolane e do Player. Essas pessoas nós apreendemos hoje”. Uma parte dos investigados já está presa, enquanto duas pessoas estão foragidas.
Nico ainda detalhou que houve o bloqueio de R$ 327 milhões em bens e ativos financeiros até o momento. A operação atual não está relacionada com a prisão dela na Operação Integration, que ocorreu em 2024, onde Deolane era investigada por lavagem de dinheiro ligada a jogos ilegais e apostas online.
A influenciadora deve permanecer presa preventivamente em Tupã, interior de São Paulo. Na expectativa por um pedido de habeas corpus pela defesa de Deolane, o secretário cortou as expectativas por uma possível soltura. “Eu acho difícil, porque as provas são muito robustas”, definiu.
Mãe de Deolane Bezerra se revolta após prisão: 'Cortina de fumaça'
A segunda prisão de Deolane Bezerra ganhou um novo desabafo público. Solange Bezerra, mãe da advogada e influenciadora, quebrou o silêncio nesta quinta-feira (21) para contestar a ação policial.
Segundo Solange, a família "já esperava" pela operação, que ela classificou como uma "cortina de fumaça para encobrir os escândalos que acontecem no país". Deolane foi detida no âmbito da Operação Vérnix, uma força-tarefa da Polícia Civil (PC) e do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que investiga um suposto vínculo entre a influenciadora e a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).
Em suas redes sociais, Solange Bezerra não poupou críticas à condução do caso e sugeriu que a filha é usada frequentemente como distração política e midiática. Na publicação, a mãe da advogada desabafou sobre o cansaço com as investigações. “Pra lhes ser sincera, já esperávamos por isso. A gente sempre espera porque toda vez que querem uma cortina de fumaça pra encobrir os escândalos que acontecem no país eles a prendem. Eu só me pergunto até quando essa perseguição vai”, escreveu Solange.
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