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Erika Hilton ataca Ratinho após transfobia no SBT e pede R$ 10 milhões

Apresentador do SBT fez declaração sobre identidade de gênero da parlamentar durante o 'Programa do Ratinho', e caso foi levado ao MPF

Naiana Ribeiro

Naiana Ribeiro

12/03/2026 às 9:55 - há XX semanas
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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) agiu rápido e acionou o Ministério Público Federal (MPF) para investigar o apresentador Ratinho e o SBT por declarações consideradas transfóbicas feitas durante a transmissão do "Programa do Ratinho" da última quarta-feira (11). Além da abertura de um inquérito civil, a parlamentar pede que seja movida uma ação civil pública com pedido de indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti. As informações são da colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.


					Erika Hilton ataca Ratinho após transfobia no SBT e pede R$ 10 milhões
Erika Hilton ataca Ratinho após transfobia no SBT e pede R$ 10 mi. Fotos: Reprodução

De acordo com o documento encaminhado ao MPF, o apresentador teria negado repetidamente a identidade de gênero da deputada ao comentar sua eleição para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. A parlamentar recebeu 11 votos favoráveis no segundo turno da votação, alcançando a maioria simples.

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Durante o programa, Ratinho afirmou: "Ela não é mulher, ela é trans. Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias. Eu sou contra. Eu acho que deveria deixar uma mulher".

As declarações rapidamente repercutiram e foram amplamente compartilhadas nas redes sociais.


					Erika Hilton ataca Ratinho após transfobia no SBT e pede R$ 10 milhões
Foto: Reprodução / SBT

Detalhes da representação contra Ratinho e o SBT

Na representação, a deputada sustenta que a fala ultrapassa o âmbito de uma ofensa individual e atinge coletivamente mulheres trans e travestis ao questionar a legitimidade de suas identidades de gênero e reforçar estigmas.

O texto também argumenta que esse tipo de discurso, quando veiculado por comunicadores com grande audiência, pode contribuir para normalizar a discriminação e aumentar a vulnerabilidade social de pessoas trans no Brasil.

No pedido encaminhado ao MPF, a parlamentar defende que o valor de eventual indenização seja destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, com aplicação em projetos e organizações voltadas à proteção de mulheres trans, travestis e também mulheres cisgênero vítimas de violência de gênero, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade.

O documento ainda solicita que o apresentador e a emissora sejam obrigados a fazer uma retratação pública sobre o conteúdo exibido, em horário nobre e com duração equivalente à da fala considerada discriminatória.

Assista ao 'De Hoje a Oito', podcast de entretenimento do Ibahia:

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