Diretora do Ipec fala sobre divergência entre pesquisas e resultado das urnas na Bahia


Foto: Reprodução iBahia e Redes sociais

Tanto a pesquisa Ipec, contratada pela Rede Bahia, quanto a Datafolha, contratada pela Rádio Metropole, divulgadas no sábado (1º), véspera das eleições, mostraram divergências com os resultados das urnas no domingo (2) na Bahia.

Na última pesquisa Datafolha, divulgada no sábado (1º), com votos válidos, ACM Neto liderava com 51%, enquanto Jerônimo tinha 38%. Pela margem de erro, Neto teria entre 53% e 49%, enquanto o petista teria entre 40% e 36%. Já a pesquisa Ipec, também com votos válidos, mostrava ACM Neto com 51%, variando entre 49% e 53% na margem de erro, e Jerônimo com 40%, variando entre 38% e 42%.

No entanto, nas urnas, Jerônimo que liderou, com 49%, enquanto Neto teve nove pontos a menos que a projeção das duas pesquisas. Os candidatos disputarão o segundo turno em 30 de outubro.

Em entrevista ao Bahia Meio Dia, Márcia Cavallari, diretora do Ipec, afirmou que o papel da pesquisa é retratar o momento e que a pesquisa já indicava uma queda de ACM Neto e uma crescente de Jerônimo.

“A pesquisa tem o papel de diagnosticar o momento em que ela está sendo realizada e não fazer uma projeção futura de resultados. Isso já estava anunciado. Durante as pesquisas divulgadas já haviam duas curvas de tendências diferentes. A curva do candidato do União Brasil, ACM Neto, na curva descendente e a curva do candidato do PT, Jerônimo, numa curva ascendente. Então na véspera de eleição, quando nós divulgamos a pesquisa, ACM Neto aparecia na frente e Jerônimo atrás, só que esse movimento ascendente de Jerônimo continua até o final do processo decisório do eleitor”, disse.

Ainda segundo a Cavallari, a tendência é que as pesquisas consigam no segundo turno representar melhor o resultado das urnas já que a disputa é apenas para dois cargos na Bahia, governador e presidente.

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