Aniversário de 110 anos de Jorge Amado é celebrado com programação especial em Ilhéus


Foto: Fundação Casa de Jorge Amado

O município de Ilhéus, adotado pelo escritor Jorge Amado como sua cidade, celebra os 110 anos do ícone da literatura brasileira nesta quarta-feira (10) em grande estilo com uma programação especial.

A Prefeitura da cidade, por meio da Secretaria Especial de Cultura (Secult), preparou um circuito com atrações que vão até o dia 30 de agosto para comemorar a marca deixada pelo baiano na cultura.

De acordo com a Secult, o objetivo é mostrar ao público a importância do escritor para a construção da cultura, história e acervo literário de Ilhéus.

“Jorge não foi apenas um escritor, ele deu vida às ruas, praias, construções e aos personagens ilheenses, contribuindo para que a nossa cidade se tornasse conhecida não apenas no Brasil, mas em todo o mundo”, ressaltou o prefeito Mário Alexandre.

Nesta quarta, a programação conta com entrada franca na Casa Jorge Amado, que oferece aos visitantes a possibilidade de conhecer as experiências vivenciadas pelo escritor desde a sua infância até a vida adulta.

Uma palestra na Sala de Leitura Ruy do Carmo Póvoas, a partir das 10h. Os moradores e turistas de Ilhéus também poderão conferir uma apresentação do grupo de Teatro/Circo Maktub, no Bataclan, a partir das 12h30.

A noite contará ainda com um momento musical na Praça Pedro Matos, com o grupo Capitães de Areia apresentando canções para o escritor a partir das 18h. E uma roda de capoeira na Casa Jorge Amado a partir das 19h.

Confira a programação completa para o mês de agosto em homenagem ao escritor

Jorge Leal Amado de Faria nasceu em 1912, na cidade de Itabuna e um ano depois se mudou para Ilhéus com a família. A cidade, que se tornou sua grande paixão, o reconhece como cidadão em 1997, por meio da Câmara de Vereadores que concedeu o título ao poeta.

“Poucas vezes me senti tão honrado em minha vida como me sinto agora. Aconteceram-me fatos diversos que levaram a mim e aos meus livros mundo afora. Eles significaram, antes de tudo, Ilhéus”, disse na ocasião.

Foi em Salvador, aos 11 anos, onde Jorge começou a estudar e criou gosto pela leitura, e aos 14, após vivenciar uma fuga para Sergipe e um período plantando cacau, o escritor deu início a construção de seu acervo de textos e poemas.

Entre as suas principais obras, estão Capitães da Areia, Gabriela Cravo e Canela, Dona Flor e seus Dois Maridos e Tieta do Agreste, obras que foram adaptadas para o cinema e para as telinhas.

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