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Para especialista, São Januário pode estar infestado por ratos

Presença de rato no gramado, durante a partida entre Vasco e Bahia na última segunda-feira (16) chamou a atenção para um problema sanitário

Redação iBahia • 18/07/2018 às 0:00 • Atualizada em 27/08/2022 às 3:37 - há XX semanas

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A presença de um rato no gramado, durante a partida entre Vasco e Bahia, pela Copa do Brasil, chamou a atenção para um problema sanitário em São Januário, no Rio de Janeiro. Conforme a Insetisan, empresa especializada em controle de pragas há mais de 65 anos e localizada em São Cristóvão, mesmo bairro da sede do clube, a ratazana que correu pelo campo mostra que, provavelmente, há infestação grande na sede do Cruz-Maltino. O Vasco informou estar em dia com os processos de desinsetização e desratização de São Januário e apresentou notas fiscais de serviço realizado em maio passado, com validade de três meses.

(Foto: Reproduçãp/Sportv)
Os roedores preferem sempre sair à noite, em locais isolados. Só trocam o hábito noturno pelo diurno quando a infestação já está grande e não conseguiram comer à noite. Por causa dos refletores, São Januário parecia um local claro e com muito barulho, por causa da torcida. Isso pode ter confundido a ratazana, que saiu para buscar comida e se perdeu. A área ao redor do estádio pode ser um dos grandes transtornos.

"O controle precisa ser periódico quando se trata de um local que recebe pessoas. A indicação no contrato é que a manutenção seja feita em, no máximo, 30 dias. Como (o raticida) é um alimento, o rato precisa ingerir para morrer. Se fizer uma aplicação só, sem controle, eles vão continuar aparecendo sempre", afirma Tarcisio Feital, responsável técnico da empresa Insetisan.

O controle preventivo pode ser feito de algumas formas. Feital indicou dois métodos utilizados pela Insetisan para conter as pragas de roedores: talco ou iscas atrativas, aplicado em pontos estratégicos de alimentação e passagem de ratos. As iscas em questão são anticoagulantes e por isso matam os ratos por hemorragia.

"No caso do talco, é colocado na toca dos roedores, que geralmente fica perto de algum lugar com terra. Aplicar um talco ali mesmo, que passa pelo túnel cavado pelo roedor, onde se localiza o esconderijo deles. O túnel fica contaminado, ele leva isso para outros indivíduos da espécie e leva a morte", diz o técnico.

O outro método comum é utilizar grãos de girassol com raticida. Com uma caixa de estepe, o agente distribui o raticida no buraco de entrada e saída e é feito um monitoramento. Os ratos morrem de cinco a sete dias.

"Eles são espertos, têm controle de natalidade, a fêmea não entra no cio quando já tem uma comunidade extensa, praticam canibalismo, tudo para "controlar". Por isso não é aconselhável colocar chumbinho, porque a morte é rápida e os demais roedores não vão comer. Com os grãos, ele consome, passa uns dias e como ainda não haverá morte, o "chefe" do bando libera para todos comerem. É um alimento que mata em larga escala", afirma.

A reposta do clube

O Vasco emitiu uma nota oficial nesta terça-feira e apresentou duas notas fiscais, uma delas referente ao estádio e outra à área social. Elas são assinadas pela empresa Os Melhores Dedetização, de São João de Meriti, e têm validade de três meses. Ambas vencem em agosto deste ano.

"O Club de Regatas Vasco da Gama informa que está em dia com os processos de desinsetização e desratização do Complexo Esportivo de São Januário – inclusive, coloca à disposição pública os laudos provando que os ditos serviços de manutenção são realizados com a frequência recomendável. O Vasco da Gama lamenta o episódio desta segunda-feira (16/07) e reitera seu compromisso em oferecer todas as condições de higiene e limpeza a seus associados e frequentadores."

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