Protesto: conheça o cadeirante que fez rapel no Elevador Lacerda
Para chamar atenção das autoridades com relação ao problema da falta de acessibilidade, baiano Jan Carlos radicalizou

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| Jan Carlos preparando-se para o rapel |
Problemas à vista - Após o acidente, muitas dificuldades passaram a fazer parte do cotidiano de Jan. "Eu sou muito grande, tenho 1,90m e peso quase 100kg. Agora, imagine minha mulher me empurrando na cadeira de rodas nessas ruas. Não tem condições", disse Jean, reclamando das ruas de Lençóis, que é feita de paralelepípedos. Pensando nessas dificuldades, ele resolveu fazer uma campanha na cidade onde é morador para que conseguir comprar uma cadeira elétrica.
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| Convidado para fazer o rapel no Elevador, Jan não titubeou |
Espírito aventureiro - O designer ficou pensando como poderia abrir os olhos das autoridades para que as pessoas com deficiência tivessem o direito de andar pelas ruas quando quisessem, sem a necessidade de um acompanhante. "Alguns amigos que trabalham com rapel me fizeram o convite para descer o Elevador Lacerda e, no mesmo momento, eu percebi que ali era a ação que eu estava procurando para chamar a atenção das autoridades".
Segundo o aventureiro, que hoje já consegue fazer alguns movimentos com os braços, a intenção real de descer o elevador fazendo rapel é mostrar que, com a atenção adequada, as pessoas portadoras de deficiências são capazes de fazer mais coisas do que esperam e superar as dificuldades. Jean aproveita e manda um recado. "Essa luta não é só minha. Quero que todos que têm dificuldade com locomoção não se conformem com essa situação, lutem, briguem. Vocês merecem viver", desabafou.
*Sob supervisão de Hailton Andrade, repórter do iBahia![]() |
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