Composição para Xuxa, roubo de guitarra e repertório com Pink Floyd: relembre histórias curiosas sobre Bell Marques


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O Chiclete com Banana tornou Bell Marques conhecido em todo Brasil e no mundo, especialmente em 1986, com o lançamento do CD “Gritos de Guerra”, considerado um dos marcos na história da banda baiana.

Mas foi Xuxa Meneghel a responsável pela primeira “fortuna” conquistada por Bell, um ano após o lançamento de “Gritos de Guerra”, em 1987, ao gravar uma composição do artista.

A faixa escolhida pela Rainha dos Baixinhos foi a “Festa do Estica e Puxa”, sucesso do álbum “Xegundo Xou da Xuxa”, uma composição de Bell e Wadinho. Em entrevistas, o artista já declarou que a canção foi a responsável por transformar sua vida e a trajetória da banda.

“Quando a Xuxa gravou a música ‘Festa do Estica e Puxa’, que é minha, a banda bombou e nós ganhamos muito dinheiro. Fiquei rico (risos). Foi quando consegui comprar um apartamento e investi ainda mais no grupo. Também passamos a ser vistos com respeito, a ponto dos contratantes liberarem shows de três horas, o que depois virou marca registrada nossa”, disse ao R7.

Para celebrar o aniversário de 70 anos de Bell Marques, o iBahia reuniu algumas histórias tão curiosas quanto a importância de Xuxa para a história do Chiclete, como a mistura do Axé com o Rock, o roubo da guitarra e a coleção de “milhões” do artista. Confira:

Pink Floyd no repertório: rock na terra do Axé? A mistura, que parece ser absurda, é mais comum do que se imagina na Bahia, que deu à música brasileira grandes nomes do gênero como Raul Seixas, Camisa de Vênus, Cascadura e Pitty.

O ritmo já esteve presente no repertório de Bell Marques, longe dos covers de Legião Urbana, como a música “Será?”, que é figurinha carimbada nos shows do setentista, que iniciou na música justamente cantando Rock.

O artista já incluiu Pink Floyd em seu repertório e surpreendeu com uma versão de um dos maiores sucessos da banda em um dos shows, a música “Another Brick in the Wall”. Recentemente, Bell tocou um trecho de “In the Flesh?” em uma passagem de som, e o registro feito por Wesley Safadão chamou atenção na web.

Ladrão de guitarra: em 2011, na época em que estava com a banda Chiclete com Banana, Bell Marques passou por momentos de sufoco ao ter os equipamentos do grupo roubados na rodovia que liga os municípios alagoanos Teotônio Vilela e Maceió.

O caminhão que transportava os equipamentos foi cercado por homens que renderam o motorista e levaram o veículo com todos os instrumentos. Ninguém ficou ferido fisicamente com a ação, mas Bell ficou inconsolável ao perder a guitarra de estimação.

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O cantor chegou a criar uma campanha para recuperar a guitarra, um PRS amarela, a hashtag #devolvamaguitarradebell e oferecer uma recompensa para tê-la de volta. “Guitarra amarela, volte, seu lugar é aqui nos meus braços” e “Seu ladrão, por favor, devolva minha guitarra PRS amarela, estou inconsolável com perda. Era a minha guitarra de estimação”.

Dois dias depois, um frentista encontrou a guitarra amarela da banda e os outros equipamentos jogados no chão de um posto de gasolina na BR-101, em Messias, Maceió.

Coleção de bandana: marca registrada do cantor, a bandana faz parte da história de Bell Marques e tem um espaço cativo em seu guarda-roupa. Em uma participação no canal do filho, Rafa Marques, em 2021, o artista confessou ter mais de mil bandanas.

“Tenho aqui no meu closet e outras arquivadas em outros locais. Porque eu guardo as que fizeram parte de algum motivo ou que fazem parte de alguma lembrança. As mais recentes estão aqui”, contou o artista.

Segundo Bell, o adereço que o deixou ainda mais famoso, custa caro ao bolso e deve ser escolhido a dedo. “Pensem num negócio caro… É bandana. O diabo é caro demais. E achar é mais difícil ainda. Se o tecido for um pouco elástico, não serve. Não pode ser de seda, porque escorrega. Tem que ter um pouco de algodão no meio… Só serve quando tem a mesma estampa dos dois lados. Senão, quando virar, ela fica estranha”.

Sem barba após 30 anos: no ano de 2011, o público viu Bell Marques de um jeito quase inédito. Após 30 anos de um visual barbudo, o artista deu adeus aos pelos do rosto durante uma campanha para a marca Gilette.

“Sou casado com Aninha há 30 anos. Fui o primeiro namorado dela. Ela só conheceu o homem com barba, então, se eu tirar a barba, ela vai ter sorte, porque vai conhecer um outro homem sem barba”, brincou na época.

Muso fitness: tão certo quanto ver o Farol ao caminhar pela orla da Barra na capital baiana é se deparar com Bell Marques em sua tradicional corrida pelo bairro. A rotina fitness faz parte dos hábitos saudáveis do cantor, que já chegou a dar entrevistas para falar sobre o cuidado com a saúde e o corpo.

Foto: Reprodução/ Instagram

O artista, que é um dos únicos a se apresentar em todos os dias de Carnaval, tem um preparo especial para o momento, que envolve mudança no cardápio, exercícios diários, entre eles musculação com foco nas pernas para fortalecer a musculatura e menos nos braços, por causa da guitarra. Na web, Bell faz questão de compartilhar um pouco da rotina com os seguidores.

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