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Economia

Cesta Básica de Salvador apresenta alta em fevereiro

Cesta básica de Salvador registra leve aumento em fevereiro e custo chega a R$ 579,39, segundo levantamento da SEI

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Redação iBahia

05/03/2026 às 10:22 - há XX semanas
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A cesta básica de Salvador apresentou uma leve alta no mês de fevereiro de 2026. De acordo com levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o conjunto de alimentos passou a custar R$ 579,39, representando um aumento de 0,05% em relação a janeiro - o equivalente a R$ 0,31 a mais.


					Cesta Básica de Salvador apresenta alta em fevereiro
Foto: Jean Vagner/SEI

O cálculo foi realizado com base em 3.329 cotações de preços feitas em 92 estabelecimentos comerciais da capital baiana.

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Produtos que mais subiram e caíram

Entre os 25 itens que compõem a cesta básica da capital, 11 apresentaram aumento de preço.

As maiores altas foram registradas em:

  1. Feijão (10,63%);
  2. Carne de sertão (6,65%);
  3. Ovos de galinha (6,11%);
  4. Queijo muçarela (5,64%);
  5. Café moído (5,31%);
  6. Banana-prata (4,02%);
  7. Carne de primeira (3,21%);
  8. Flocão de milho (2,87%);
  9. Pão francês (1,56%);
  10. Cenoura (0,64%);
  11. Carne de segunda (0,27%).

Por outro lado, 14 produtos tiveram queda nos preços.

Veja os itens que ficaram mais baratos:

  1. Maçã (-9,41%);
  2. Frango (-9,07%);
  3. Leite (-4,95%);
  4. Batata inglesa (-4,67%);
  5. Cebola (-3,88%);
  6. Óleo de soja (-3,55%);
  7. Manteiga (-3,48%);
  8. Linguiça calabresa (-3,44%);
  9. Arroz (-2,93%);
  10. Farinha de mandioca (-2,03%);
  11. Açúcar cristal (-1,85%);
  12. Macarrão (-1,07%);
  13. Tomate (-0,78%);
  14. Queijo prato (-0,26%).

Oferta e demanda influenciaram preços

Segundo o economista da SEI, Denilson Lima, o comportamento dos preços em fevereiro foi determinado principalmente pela dinâmica entre oferta e demanda. "O feijão carioca alcançou patamares históricos devido à baixa disponibilidade e à demanda aquecida", explicou. No caso das carnes bovinas, ele destacou que a valorização ocorre por causa da restrição na oferta de animais prontos para o abate e das exportações recordes.

Já o preço dos ovos subiu impulsionado pela oferta interna limitada e pelo aumento da procura, especialmente com a aproximação da Quaresma, período em que muitas pessoas substituem a carne por outras proteínas.

Em contrapartida, o economista apontou que o frango ficou mais barato devido à elevada oferta e à demanda interna mais fraca.

Peso das refeições no custo da cesta

O levantamento também analisa o impacto de alimentos ligados às principais refeições dos soteropolitanos.

O conjunto de itens típicos do almoço - formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola - registrou alta de 1,35% e passou a representar 34,57% do custo total da cesta.

Já o grupo de alimentos tradicionalmente consumidos no café da manhã - café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho - teve aumento de 0,12%, respondendo por 35,15% do valor total.

Impacto no bolso do trabalhador

Em fevereiro, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 85 horas de trabalho para comprar uma cesta básica completa.

Isso corresponde a 38,64% do valor líquido de um salário mínimo de R$ 1.499,43, já descontada a contribuição de 7,5% para a Previdência Social.

O boletim completo com mais detalhes sobre o levantamento pode ser consultado no site da SEI.

A série histórica pode ser acessada no painel da Cesta Básica no InfoVis Bahia.

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