A cesta básica de Salvador apresentou uma leve alta no mês de fevereiro de 2026. De acordo com levantamento da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), o conjunto de alimentos passou a custar R$ 579,39, representando um aumento de 0,05% em relação a janeiro - o equivalente a R$ 0,31 a mais.

O cálculo foi realizado com base em 3.329 cotações de preços feitas em 92 estabelecimentos comerciais da capital baiana.
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Produtos que mais subiram e caíram
Entre os 25 itens que compõem a cesta básica da capital, 11 apresentaram aumento de preço.
As maiores altas foram registradas em:
- Feijão (10,63%);
- Carne de sertão (6,65%);
- Ovos de galinha (6,11%);
- Queijo muçarela (5,64%);
- Café moído (5,31%);
- Banana-prata (4,02%);
- Carne de primeira (3,21%);
- Flocão de milho (2,87%);
- Pão francês (1,56%);
- Cenoura (0,64%);
- Carne de segunda (0,27%).
Por outro lado, 14 produtos tiveram queda nos preços.
Veja os itens que ficaram mais baratos:
- Maçã (-9,41%);
- Frango (-9,07%);
- Leite (-4,95%);
- Batata inglesa (-4,67%);
- Cebola (-3,88%);
- Óleo de soja (-3,55%);
- Manteiga (-3,48%);
- Linguiça calabresa (-3,44%);
- Arroz (-2,93%);
- Farinha de mandioca (-2,03%);
- Açúcar cristal (-1,85%);
- Macarrão (-1,07%);
- Tomate (-0,78%);
- Queijo prato (-0,26%).
Oferta e demanda influenciaram preços
Segundo o economista da SEI, Denilson Lima, o comportamento dos preços em fevereiro foi determinado principalmente pela dinâmica entre oferta e demanda. "O feijão carioca alcançou patamares históricos devido à baixa disponibilidade e à demanda aquecida", explicou. No caso das carnes bovinas, ele destacou que a valorização ocorre por causa da restrição na oferta de animais prontos para o abate e das exportações recordes.
Já o preço dos ovos subiu impulsionado pela oferta interna limitada e pelo aumento da procura, especialmente com a aproximação da Quaresma, período em que muitas pessoas substituem a carne por outras proteínas.
Em contrapartida, o economista apontou que o frango ficou mais barato devido à elevada oferta e à demanda interna mais fraca.
Peso das refeições no custo da cesta
O levantamento também analisa o impacto de alimentos ligados às principais refeições dos soteropolitanos.
O conjunto de itens típicos do almoço - formado por feijão, arroz, carnes, farinha de mandioca, tomate e cebola - registrou alta de 1,35% e passou a representar 34,57% do custo total da cesta.
Já o grupo de alimentos tradicionalmente consumidos no café da manhã - café, leite, açúcar, pão, manteiga, queijos e flocão de milho - teve aumento de 0,12%, respondendo por 35,15% do valor total.
Impacto no bolso do trabalhador
Em fevereiro, um trabalhador de Salvador precisou dedicar 85 horas de trabalho para comprar uma cesta básica completa.
Isso corresponde a 38,64% do valor líquido de um salário mínimo de R$ 1.499,43, já descontada a contribuição de 7,5% para a Previdência Social.
O boletim completo com mais detalhes sobre o levantamento pode ser consultado no site da SEI.
A série histórica pode ser acessada no painel da Cesta Básica no InfoVis Bahia.
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