A Justiça da Bahia determinou que o jovem João Victor Santos, de 20 anos, seja levado a júri popular pelo atropelamento que causou a morte da policial rodoviária federal aposentada Martha Maria dos Santos, de 60 anos. A decisão foi proferida na terça-feira (26) e ainda cabe recurso, segundo o g1.
Os advogados da família da vítima informaram ao portal que foi prolatada uma sentença de pronúncia favorável à tese da acusação, o que significa que o caso seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri. Em nota, o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) informou que "será aguardado o encerramento do prazo recursal para que o juiz possa definir a data do júri popular."
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Martha Maria dos Santos morreu no dia 16 de outubro de 2025, dez dias após ser atropelada enquanto treinava para uma corrida em um trecho da Avenida Paulo VI, no bairro da Pituba, em Salvador. A vítima chegou a ser socorrida e internada em estado grave no Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiu aos ferimentos.
O atropelamento foi registrado por uma câmera de segurança, que mostra que o veículo trafegava na contramão no momento do impacto, e o motorista fugiu logo em seguida, sem prestar socorro.
De acordo com as investigações da Polícia Civil (PC), João Victor dirigia o carro da mãe e não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Após o acidente, ele se apresentou na delegacia, prestou depoimento e foi liberado inicialmente, mas a apuração apontou que o jovem tentou esconder vestígios do ocorrido.
Segundo informações obtidas pela reportagem da TV Bahia, ele pediu a um amigo que trocasse peças do veículo, entre elas o para-brisa, para ocultar os danos causados pela batida. O automóvel foi apreendido e passou por perícia. A mãe do suspeito também foi ouvida e declarou que não deu autorização para o filho usar o veículo, e ambos deixaram a unidade policial após os esclarecimentos.
Martha Maria foi uma figura pioneira na segurança pública, tornando-se a primeira mulher a presidir o Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais no Estado da Bahia (SINPRF-BA). Além de se preparar para a corrida de Santa Catarina, a policial aposentada também estava inscrita para a tradicional Corrida de São Silvestre, que aconteceria em dezembro, na cidade de São Paulo. Segundo a assessoria da Polícia Rodoviária Federal (PRF), ela era muito ativa na comunidade e participava de projetos de ajuda humanitária, atuando em defesa da dignidade humana, da igualdade e da justiça social.
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