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'Ossos de vidro'

Menino com doença rara passa por cirurgia pioneira pelo SUS na Bahia

Cirurgia foi realizada pelo SUS no Hospital Ortopédico da Bahia e marca um avanço significativo no tratamento de doenças ortopédicas

Santiago Neto • 27/06/2024 às 12:16 - há XX semanas

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Um menino de 3 anos recebeu alta hospitalar após passar por uma cirurgia inédita na Bahia para tratar a osteogênese imperfeita, mais conhecida como doença dos “ossos de vidro“. O procedimento foi realizado no Hospital Ortopédico do Estado, em Salvador, através do Sistema Único de Saúde (SUS).


				
					Menino com doença rara passa por cirurgia pioneira pelo SUS na Bahia
Pequeno Valentin Dória já se encontra em fase de recuperação após realizar cirurgia pioneira pela SUS.. Jornal Hoje

No último dia 19, o pequeno Valentin Dória, morador de Camaçari, passou por seis horas de cirurgia na capital baiana. Diagnosticado com a doença genética rara, o paciente enfrentava dificuldades para sentar e andar por conta da sua condição óssea. “Meu filho já teve 7 fraturas seguidas. Lembro de um Natal em que o vi quebrar a perna brincando. Foi um momento de muito desespero”, afirmou o pai, Alex Dória, em entrevista para a TV Bahia.

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O tratamento realizado visa conter o avanço da doença, sendo implantado uma haste de titânio em cada fêmur para que a estrutura óssea seja separada e as pernas não fiquem tortas. Trata-se de uma cirurgia pioneira no SUS e um marco para a medicina ortopédica da Bahia.


				
					Menino com doença rara passa por cirurgia pioneira pelo SUS na Bahia
Jornal Hoje

“A partir do momento em que ele vai crescendo, a haste cresce junto com o osso. Isso permite que ele tenha todo o desenvolvimento possível”, explicou o médico Roger Alencar, diretor geral do hospital.

Procedimento marca um avanço significativo para tratamentos ortopédicos realizados pelo SUS

A cirurgia de Valentin não só representa um avanço médico, mas também um marco de esperança e superação para o tratamento de algumas doenças raras pelo SUS. De acordo com o Ministério da Saúde, no último ano foram registradas pouco mais de 1.100 internações devido à osteogênese imperfeita. Nos primeiros quatro meses deste ano, houve 425 internações.

O diagnóstico para a doença ocorre ainda na infância, com sinais típicos como fraturas por traumas leves, escleróticas azuladas e baixa estatura. A ultrassonografia pré-natal identifica a doença apenas em casos graves, quando o feto já apresenta fraturas.

A importância do acompanhamento e do diagnóstico precoce está na possibilidade de adotar cuidados no ambiente doméstico e social. "É importante que as pessoas com quem ele convive saibam desse problema, justamente para evitar impactos. O ambiente domiciliar precisa estar preparado para isso e todos os processos devem ser feitos com cautela, para evitar que ele tenha novas fraturas e consiga se desenvolver o mais próximo da normalidade", destaca a médica Gabriela Pinto, pediatra do Hospital Ortopédico da Bahia, em entrevista a TV Bahia.

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