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Grupo criminoso

Dupla é presa por roubos, extorsões e estupros via apps em Salvador

Grupo é investigado por manter vítimas em cárcere por horas para roubar bens, fazer transferências bancárias e praticar violência sexual

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Redação iBahia

26/06/2026 às 12:04 - há XX semanas
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Dois homens foram presos na manhã desta sexta-feira (26) no bairro da Federação, em Salvador (BA), suspeitos de integrar um grupo criminoso especializado em atrair vítimas por aplicativos de relacionamento e redes sociais para cometer roubos, extorsões, estupros e associação criminosa. Além das prisões, a Polícia Civil (PC) cumpriu dois mandados de busca e apreensão na mesma localidade.


					Dupla é presa por roubos, extorsões e estupros via apps em Salvador
João Gabriel (à esquerda) e Rafael Mendes (à direita) foram presos nesta sexta-feira. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Os suspeitos foram identificados como João Gabriel Ornelas Ramos e Rafael Gonçalves Mendes, ambos de 23 anos. A investigação, coordenada pela 7ª Delegacia Territorial (DT) do Rio Vermelho, aponta que o grupo atuava há cerca de cinco meses, preferindo marcar os encontros às sextas-feiras e aos finais de semana.

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Segundo as autoridades informaram ao g1, o grupo seguia um padrão rigoroso de atuação. O contato inicial ocorria por plataformas digitais, com a escolha criteriosa das vítimas para dificultar a identificação dos autores. Após a abordagem virtual, sob a promessa de seguirem para locais mais reservados, as vítimas eram conduzidas a imóveis específicos onde os crimes eram praticados.

Nos locais escolhidos pelo grupo, as vítimas eram mantidas em cárcere privado por pelo menos duas horas. Sob ameaça de armas de fogo ou facas, os suspeitos obrigavam as pessoas a desbloquearem celulares para realizar transferências bancárias, além de subtraírem bens como cartões de crédito e aparelhos eletrônicos. A Polícia Civil confirmou que, em diversos casos, as vítimas também sofreram agressões físicas e violência sexual.

Avanço das investigações da Operação Pilot

Até o momento, a Operação Pilot, iniciada há 40 dias com o suporte do Departamento de Polícia Metropolitana (DEPOM), já fundamentou cinco inquéritos policiais, ainda de acordo com o g1. No entanto, o trabalho das equipes aponta que o número real de vítimas pode ultrapassar 15 pessoas.

A PC segue com as diligências em curso para localizar outras pessoas que tenham sido lesadas pelo grupo e para identificar a participação de outros possíveis integrantes na organização criminosa. A corporação reforça a necessidade de que novas vítimas procurem a delegacia para formalizar as denúncias.

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