O empresário Sérgio Nahas, preso na Bahia quase 24 anos após a morte da esposa, será transferido do presídio onde estava custodiado, em Salvador (BA), para o estado de São Paulo, no início da tarde desta quinta-feira (29).

Capturado no último dia 17, em Praia do Forte, distrito turístico de Mata de São João, Nahas permaneceu sob custódia do sistema prisional baiano por cerca de dez dias.
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Ele deixou o Conjunto Penal de Salvador por volta das 10h, passou por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) da capital e, em seguida, foi encaminhado para a sede da Polinter. Posteriormente, o empresário será levado ao aeroporto, de onde deixará a Bahia em um voo comercial.
Na saída do IML, Nahas falou com a TV Bahia e afirmou se considerar “completamente inocente”. "Eu penso que isso aqui é uma prisão vingativa e que eu tenho medo até de morrer dentro do presídio. Foi um suicídio, não foi um homicídio", declarou.
A transferência foi autorizada pela Justiça na última quinta-feira (22), após solicitação da polícia paulista. Segundo apuração da TV Globo, a ação foi coordenada pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com policiais enviados a Salvador para buscar o detento.
Prisão após reconhecimento facial

Sérgio Nahas foi preso após ser identificado por uma câmera de reconhecimento facial da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), em Praia do Forte. A TV Bahia teve acesso às imagens do momento em que o empresário, hoje com 61 anos, foi reconhecido.
Após o alerta do sistema, a Polícia Militar (PM-BA) foi acionada e efetuou a prisão no apartamento onde ele estava hospedado, em um imóvel de luxo na vila de Praia do Forte. No local, os policiais encontraram 13 pinos de cocaína, três celulares, cartões de crédito e um carro da marca Audi.
Nahas foi condenado a oito anos e dois meses de prisão em regime fechado pelo assassinato da esposa, Fernanda Orfali. Cerca de 23 anos depois, em 2025, a Justiça expediu um mandado de prisão contra o empresário.
Desde então, ele era considerado foragido, com nome e foto incluídos na Difusão Vermelha da Interpol, lista utilizada para localizar procurados internacionais.
Em nota ao g1, a advogada Adriana Machado e Abreu, responsável pela defesa de Sérgio Nahas, afirmou que a prisão do empresário representa um dos maiores casos de injustiça do país. A defesa também informou que ele já residia na Bahia antes da expedição do mandado de prisão e que não tinha intenção de descumprir determinações judiciais.
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