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Investigação

PM suspeito de matar jovem em posto da BA é afastado das atividades

João Wagner Madureira se apresentou na delegacia de Ilhéus, mesma cidade onde ocorreu o crime, mas foi liberado.

Mayra Lopes • 16/01/2024 às 18:28 - há XX semanas

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O policial militar João Wagner Madureira, suspeito de matar a jovem Fernanda Santos Pereira em um posto de gasolina localizado na cidade de Ilhéus, no sul da Bahia, foi afastado das atividades enquanto o caso estiver em investigação.


				
					PM suspeito de matar jovem em posto da BA é afastado das atividades
Caso aconteceu na madrugada do dia 11 de janeiro, na cidade de Ilhéus, no sul da Bahia. Foto: Reprodução/TV Santa Cruz

A vítima foi morta na madrugada do dia 11 de janeiro. O suspeito alegou disparo acidental, foi ouvido e liberado. Segundo informações do delegado da cidade, Helder Carvalhal, o prazo para prisão em flagrante havia encerrado no momento da apresentação do PM e por isso, ele responde em liberdade.

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Em nota enviada à imprensa anteriormente, os advogados do suspeito disseram que o homem não conhecia a vítima, que estaria "descontrolada" no momento do confronto. [Veja a íntegra da nota ao final do texto]

Imagens das câmeras de segurança do local, que serão analisadas pela Polícia Civil, mostram Fernanda abaixada enquanto o suspeito se aproxima dela com a arma em mãos. Na sequência, a vítima recebe um chute, discute e entra em luta com o suspeito.

Fernanda dá tapas nele e também é agredida até que o PM consegue imobilizá-la e dispara os tiros. A jovem chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para o Hospital Costa do Cacau, mas não resistiu aos ferimentos. O corpo dela foi sepultado no dia 12 de janeiro, no cemitério da cidade.


				
					PM suspeito de matar jovem em posto da BA é afastado das atividades
Jovem é morta a tiros em posto de combustível na Bahia. Foto: Reprodução/TV Santa Cruz

Veja abaixo a íntegra da nota da defesa do policial:

É com profundo pesar que comunicamos a todos sobre o trágico incidente envolvendo o policial militar João Wagner Madureira, conhecido como Cenoura, lotado na 69ª CIPM, na madrugada desta quinta-feira(11/01).

No calor de uma discussão, o PM se envolveu em um incidente fatal que resultou na perda de uma vida. O policial sempre dedicou sua carreira à defesa da sociedade e, em especial, à proteção das mulheres atendendo e prestando socorro em diversos casos de agressão a mulher. O ocorrido é inquestionavelmente repugnante, e estamos cientes da gravidade dos fatos.

João Wagner está comprometido em se apresentar voluntariamente às autoridades competentes e cooperar plenamente com as investigações em curso. Entendemos que essa tragédia em questão não apaga sua história em defesa da sociedade enquanto policial militar, mas compreendemos a responsabilidade de responder judicialmente por seus atos. Como deve sempre ser, independente de quem seja.

É importante esclarecer que, embora as acusações de feminicídio estejam presentes na cobertura midiática, afirmamos categoricamente que o policial militar não conhecia a vítima e que o ato não foi motivado por violência doméstica, familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.

O vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que João Wagner Madureira aparece com uma arma em punho apontada para o chão. As imagens não divulgadas irão provar que a arma não tinha a intenção de intimidar a vítima, mas sim afastar pessoas alteradas na localidade. Quanto ao disparo ocorrido, esse se deu de forma acidental, quando a vítima e o policial entraram em vias de fato, momento em que a vítima tenta segurar a arma do policial, acabando por acionar a tecla do gatilho de forma involuntária como mostra as imagens divulgadas e que resultou na fatalidade que lamentamos profundamente.

João Wagner Madureira reconhece a gravidade do ocorrido e está preparado para responder perante a justiça dos homens e a justiça divina. Neste momento difícil, expressamos nossas sinceras condolências à família enlutada.

Nosso compromisso é com a verdade e a justiça, e confiamos no devido processo legal para esclarecer os detalhes deste trágico episódio.

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