A turista de Brasília, Maria Cândida Villela Cruz, de 74 anos, foi solta na noite de quinta-feira (23) após passar dois dias detida por injúria racial. A idosa havia sido presa em flagrante na última terça-feira (21), no Largo de Santana, reduto boêmio do Rio Vermelho, após ofender um policial militar em serviço.

A Polícia Militar (PM-BA) informou ao g1 que a situação teve início quando a mulher abordou uma equipe que realizava o policiamento de um evento musical para questionar o uso de armas pelos agentes. Após receber as explicações da guarnição, Maria Cândida iniciou uma série de ofensas racistas contra um dos policiais.
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Segundo o registro dos militares, a turista afirmou ser superior ao agente por ser branca e disparou comentários comparativos entre as capitais: em Brasília, “só tem branco”, enquanto em Salvador “só tem preto”.
Um vídeo registrado logo após a abordagem mostra a idosa em tom de confronto, chegando a declarar: “Se eu estivesse armada aqui, a gente ia lutar”.
Ao ser levada para a Delegacia dos Barris, a idosa tentou negar as intenções discriminatórias de sua fala utilizando um argumento comum em casos do gênero. "Me soltem, eu não sou racista. Meu avô até era negro", afirmou a idosa, conforme apuração da TV Bahia.
Trâmite judicial
- Terça-feira (21): prisão em flagrante no Rio Vermelho e encaminhamento à Delegacia Especial de Atendimento ao Idoso (Deati).
- Quarta-feira (22): durante audiência de custódia, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. A turista foi transferida para o Complexo Penitenciário da Mata Escura.
- Quinta-feira (23): a Justiça concedeu um alvará de soltura, permitindo que a idosa deixasse a unidade prisional no final da noite.
Até o momento, a defesa de Maria Cândida Villela Cruz não se pronunciou sobre o caso. O espaço segue aberto para manifestações.
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