Liberdade e Representatividade: confira looks do segundo dia do AFROPUNK Bahia


Fotos: Iamany Santos / iBahia

O segundo dia de AFROPUNK Bahia, realizado neste domingo (27), começou cheio de potência, liberdade e representatividade. A galera vem traduzindo nos looks a essência da festa, que tem como objetivo evidenciar a cultura preta através dos encontros, reencontros e da música.

Em entrevista a repórter Iamany Santos, do portal iBahia, Alice Dualê disse que estar no evento é a realização de um sonho. A jovem de 25 anos se destacou com um vestido preto, com muita correntaria e claro, uma traça belíssima que chegou até a região da cintura.

“O festival faz com que a gente, preta, possa se vestir e se arrumar do jeito que a gente quiser, do jeito que a gente se sente bem. Na verdade trazendo a essência dos nossos ancestrais”, pontuou Alice.

Alice Dualê (Foto: Iamany Santos / iBahia)

Eloyá Amorim e Dandara Marquez são namorada e foram juntas evidenciando o futurismo. Ambas revelaram que se inspiraram em criaturas do submundo e também no filme Pantera Negra: Wakanda Para Sempre.

“Pra mim, a estética é um grito da personalidade da pessoa. Ela mais do que vestir a moda. Na verdade, você veste o que você sente e o que você é. Eu sinto a moda, como uma expressão minha no mundo, a minha marca, a minha pegada. É misturar música com a arte”, disse a historiadora Oyá.

“É bom porque é uma forma de trazer de dentro, a minha estranheza…de dentro para fora através da estética“, completou Dandz, que é cantora.

Fotos: Iamany Santos / iBahia

Marcela Flores acredita ainda que se expressar artisticamente é um marco emocionante. Ela está no festival pela primeira vez. “Eu acho o evento importante para as pessoas pretas se expressarem de maneira artística, desde os cantores até o pessoas que estão no evento. Tô bem animada”, pontuou.

Danilo Fernandes também disse, em entrevista, que unir moda e representatividade é um ato político porque moda é revolução.

“A cena preta aqui em Salvador, além de precisar ter mais visibilidade, precisa de mais ação. É preciso que pessoas pretas estejam no topo, sejam vistas, e saim dessa questão de objetificação. Ser vistas como moda, como cultura, como poder. A gente precisa dessa representatividade. A moda ela tem essa desconstrução, de você mostrar quem você realmente é, mostrar arte, potência e suas origens. A junção do Afropunk com a moda é justamente trazer revolução e a cultura negra também através da sua vestimenta.”

disse, Danilo Fernandes.

Confira os principais dos looks do 2º dia de festa

*Com informações da repórter Iamany Santos

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