Greve continua

Apesar de convocação, salas de aula da rede municipal permanecem vazias nesta segunda (30)

No momento, são 163 mil alunos fora das salas de aula e ao menos 7.600 professores integrantes no movimento, segundo a APLB.

Redação iBahia
30/05/2022 às 9h03

2 min de leitura

Apesar da convoção feita pela Prefeitura de Salvador para que os pais levassem os filhos às escolas na manhã desta segunda-feira (30), as salas de aula permaneceram vazias. De acordo com informações de Elza Melo, da APLB Sindicato, a categoria ainda não foi notificada pela Justiça. Além disso, ela contou que assim que a decisão do TJBA chegar ao sindicado, os advogados irão recorrer da decisão.

Até o momento, greve continua alcançando 10 dias. As unidades da rede municial chegaram a abrir as portas, mas a adesão dos estudantes foi quase zero. Os professores também não compareram. As escolas seguem abertas apenas com o funcionamento administrativo.

Foto: Reprodução

Convocação da Prefeitura
Na última sexta-feira (27), a Prefeitura de Salvador informou que todas as escolas municipais iriam funcionar nesta segunda (30) e orientou que os pais levassem seus filhos para as respectivas unidades de ensino. A instituição explicou que a decisão foi tomada a partir da determinação do Tribunal de Justiça da Bahia de suspensão da greve dos professores e do retorno imediato dos docentes às salas de aula.

A sentença diz que a greve tem claros indícios de ilegalidade e abusividade; e ainda proíbe que a APLB Sindicato de realiziar bloqueios para impedir o acesso de servidores às repartições públicas e as escolas. A multa em caso de descumprimento é de R$ 20 mil por dia.

Neste sentido, a gestão municipal ressaltou que iria garantir o funcionamento das unidades de ensino e também as folhas de ponto dos professores, que tivessem ido para as salas de aula.

Ainda de acordo com Elza Melo, a próxima assembleia da categoria está prevista para a próxima terça-feira (31), no Ginásio dos Bancários.

No momento, são 163 mil alunos fora das salas de aula e ao menos 7.600 professores integrantes no movimento, segundo a APLB.

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