Homem morto na Lapinha já tinha se passado por policial para prática de extorsão


A polícia civil identificou o corpo do homem que foi morto a tiros na noite de terça-feira (26), no Largo da Lapinha, em Salvador, dentro de um Fiat, do modelo Punto, de cor preta. A vítima é Genivaldo Guedes Souza, de 45 anos, conhecido como ‘Tatu’. Genivaldo chegou a ser socorrido por policiais da 37ª Companhia Independente da Polícia Militar, para o Hospital Ernesto Simões Filho, no Pau Miúdo, onde não resistiu aos ferimentos.

A autoria e a motivação do crime ainda são ignoradas. O Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) investiga o caso. Há informação ainda não confirmada de que a vítima baleada no tórax e na cabeça trabalhava como segurança.

Extorsão
Em 22 de novembro de 2010, Genivaldo foi preso na avenida Bonocô, perto da Baixa do Tubo, acusado de se passar por policial. Ele foi detido por investigadores da Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos (DRFR). O falso policial foi preso dentro de uma Ranger de placa JNS-8581, onde estava com uma maleta com dezenas de cartões de crédito e documentos pessoais de terceiros.

Genivaldo abordava as vítimas dizendo ser policial da DRFR e dizia que a vítima precisava prestar depoimento a respeito de um susposto crime. Nervosas, as vítimas aceitavam acompanhá-lo, supostamente para a delegacia, e eram levadas para um local onde o golpista exigia dinheiro para liberá-las. O golpe foi percebido quando começaram a chegar à delegacia pessoas dizendo que familiares tinham sido extorquidas por policiais daquela unidade.

O delegado investigou e constatou que não se tratava de ninguém de sua equipe, passando a procurar o golpista. Foi então que uma vítima foi ao local e contou que viu o falso policial rondando seu prédio em uma Ranger. Assim, Genivaldo foi preso em flagrante. Ele já responde a cinco inquéritos policiais.