Poeta Castro Alves: conheça vida e obra do artista baiano


Foto: Divulgação

Antônio Frederico de Castro Alves, ou simplesmente, poeta Castro Alves, é um baiano que sempre propagou as origens para o mundo por meio das letras. Conhecido como "Poeta dos Escravos", teve uma passagem meteórica em vida, falecendo aos 24 anos em decorrência de uma doença que tirou, não só a vida dele, mas de muitos outros artistas da época: a tuberculose. 

Por ter nascido em 1847, nesta segunda-feira (14) o poeta completaria 175 anos. Para o historiador Ricardo Carvalho, a vida e obra do artista é inigualável e uma referência da força da baianidade. 

“Castro Alves antecipou em quase um século o modelo do ativista cultural do mundo atual. Usou seu estro [entusiasmo] poético a favor de causas sociais e moveu sua própria vida como instrumento de ação pelos valores que defendia. E foi além, transformando-se no maior nome da poesia nacional", disse. 

E em homenagem à data, o iBahia fez um guia cronológico para te ajudar a conhecer mais sobre o artista. Confira:

Infância e Juventude

  • Nasce em Muritiba, na Bahia, em 14 de março de 1847;
  • Se mudou para Salvador aos 7 anos e viveu no Parque Solar Boa Vista;
  • Perdeu a mãe Clélia Brasília da Silva Castro com 12 anos e começa a escrever os primeiros textos e poesias;
  • Mudou-se em 1862 para Recife, e cinco meses depois de chegar, publicou o poema “A Destruição de Jerusalém”, no Jornal do Recife, recebendo muitos elogios;
  • Concluiu os preparatórios e, depois de duas vezes reprovado, matriculou-se finalmente na Faculdade de Direito em 1864.

Vida Adulta

  • Ainda em 1863, publica no jornal “A Primavera” a primeira poesia sobre a escravidão;
  • Em 1866, perdeu o pai e, pouco depois, iniciou a ligação amorosa com atriz portuguesa Eugênia Câmara, dez anos mais velha. Nessa época, Castro Alves entrou numa fase de grande inspiração e tomou consciência do papel de poeta social;
  • Escreveu o drama Gonzaga em 1867;
  • Em 1868, transferiu-se para se matricular no 3º ano da Faculdade de Direito de São Paulo, na mesma turma de Rui Barbosa;
  • Em 1869, durante uma caçada, sofre um acidente e tem o pé esquerdo amputado;
  • Em novembro de 1870, vivendo novamente na Bahia, publica o livro ‘Espumas flutuantes’, único da carreira;
  • Daí por diante, produziu alguns dos mais belos versos, animado por um derradeiro amor, este platônico, pela cantora italiana Agnese Trinci Murri;
  • Morre em 6 de julho de 1871, em Salvador, aos 24 anos, e não concluiu o poema ‘Os escravos’ – uma série de poesias em torno do tema. 

Poesias de Castro Alves

  • A Canção do Africano
  • A Cachoeira de Paulo Afonso
  • A Cruz da Estrada
  • Adormecida
  • Amar e Ser Amado
  • Amemos! Dama Negra
  • As Duas Flores
  • Espumas Flutuantes
  • Hinos do Equador
  • Minhas Saudades
  • O "Adeus" de Teresa
  • O Coração
  • O Laço de Fita
  • O Navio Negreiro
  • Ode ao Dois de Julho
  • Os Anjos da Meia Noite
  • Vozes d’África

*Quer ler obras do artista? Confira aqui alguns textos publicados na Academia Brasileira de Letras

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