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SALVADOR

Suspeito por morte de professora se entrega à polícia

Os outros suspeitos já foram identificados, mas ainda estão foragidos

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19/03/2014 às 18:20 • Atualizada em 27/08/2022 às 8:01 - há XX semanas
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Anamaria foi morta com um tiro na cabeça
Um suspeito de participar da morte da professora universitária Anamaria Morales, 59 anos, se entregou à polícia na noite de quarta-feira (19), acompanhado de um advogado. Para a Polícia Civil, Darlei Santos Santana, 19 anos, deu cobertura aos outros dois criminosos que ainda estão foragidos. Darlei confessou a participação, alegando que tem uma filha de quatro meses e estava precisando de dinheiro. Os outros suspeitos foram identificados como João Paulo dos Santos Santa Rosa, 18, conhecido como "Bu", e Pablo Santos Viana Moura, 20. Os três são moradores de Itapuã, onde ocorreu o crime. Darlei foi apresentado à imprensa, nesta quarta-feira (19), na sede da 12ª Delegacia Territorial (DT/Itapuã). Ele foi preso em cumprimento de mandado de prisão temporária. A Justiça já expediu os mandados de prisão temporária solicitados pelo titular da 12ª DT/Itapuã, delegado Antonio Carlos Magalhães Santos, para João Paulo e Pablo. Segundo as investigações, João Paulo foi o autor do disparo que matou a professora. Darlei disse ao delegado que a intenção era roubar o carro da vítima. A professora já estava rendida e no chão quando um dos criminosos que tentaram assaltá-la, no domingo, disparou. Na terça-feira, a polícia divulgou as imagens da ação dos bandidos. A situação durou cerca de um minuto e tirou a vida da paulistana, que morava há 20 anos na Bahia. O vídeo do circuito de segurança de um posto de gasolina que fica em frente ao local da ocorrência é uma das peças da investigação policial que identificou os três envolvidos na ação criminosa.
Darlan se entregou; João Paulo e Pablo estão foragidos
Às 17:25:26 do horário registrado pelas câmeras de segurança, Anamaria desce do veículo que acaba de estacionar, um CrossFox preto. Um minuto depois, às 17:26:26, já aparece deitada no chão da Rua das Dunas, alvejada na cabeça. Nesse intervalo, três homens atravessam a rua e andam em direção à vítima. Um deles a aborda e outro observa, mas segue andando até sumir do vídeo. Ela resiste e outro bandido, que estava atrás, se envolve na luta corporal. A professora acaba rendida, é levada ao chão e tenta se erguer, mas antes de fugirem (sem levar os pertences da vítima), ocorre o disparo, que fica visível na imagem pelo desfalecer da mulher – tronco e cabeça desabam no chão. Os homens deixam o local do crime a pé. Instantes depois, segundo a polícia, os suspeitos pulam o muro de uma casa e fogem em direção às dunas do Abaeté. Antes, um terceiro homem, que aguardava na esquina, se junta à dupla de criminosos.
No topo da imagem, ao lado da data, bandidos abordam professora
No topo da imagem também é possível ver que os bandidos fogem após balearem mulher na cabeça
À paisanaPelas imagens, não é possível distinguir quem efetuou o disparo. O delegado responsável pelo caso, Antônio Carlos Magalhães Santos, titular da 12ª Delegacia (Itapuã), no entanto, garante que só uma arma de fogo foi usada no crime. O vídeo mostra também o momento em que o carro em que estava um policial civil, ao ver a ação criminosa, segue em direção aos bandidos. O investigador, identificado apenas como Celso, é lotado na 5ª Delegacia (Periperi) e estava no momento do crime no posto de gasolina. O agente acreditou inicialmente que se tratava de uma briga conjugal, mas ao ouvir o disparo, perseguiu os bandidos e houve troca de tiros. O policial, que está de licença médica por conta de um acidente anterior ao dia do crime, ajudou na identificação dos bandidos. “Ele está recém-operado do braço direito, mesmo assim, foi atrás e tentou prender os bandidos, atirando só com o braço esquerdo ainda e dirigindo. O capô do carro foi alvejado. Ele não conseguiu prender, mas ajudou na investigação”, conta Nilton Borba, delegado titular da 5ª Delegacia Territorial (Periperi). O crime aconteceu na tarde do domingo, na presença de várias testemunhas. Antes de ser abordada, Anamaria planejava se encontrar com amigos em um evento mensal, a Caminhada da Lua Cheia. Professora de Antropologia da Unifacs, ela nasceu em São Paulo e, nos últimos dias de vida, morava sozinha no bairro do Rio Vermelho. NomesOntem, o advogado Luciano Freitas, que defende um dos suspeitos, esteve na delegacia para solicitar a cópia das imagens. “São inconclusivas”, opina. João Paulo Santos Santa Rosa, de 18 anos, é o seu cliente. Luciano conta que o jovem é estudante do ensino médio e que a família está surpresa com o envolvimento dele com a criminalidade. “Ele é filho de um ex-cabo dos Bombeiros, hoje pescador aqui de Itapuã. É uma família humilde”, justifica. “Ele ainda está em Salvador. Estávamos conversando com o delegado, mas já que houve o pedido de prisão, não vamos inicialmente apresentar ele. Vou tentar revogar o pedido de prisão em juízo”, completa. O caso é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte). DespedidaO corpo da professora permanece no Instituto Médico Legal Nina Rodrigues. A família da vítima informou que o corpo da professora permaneceria no local até a chegada da filha, Isadora, que vive em Sydney, na Austrália. Isadora deve chegar hoje. Ontem, um irmão de Anamaria chegou a Salvador. “Ela mora aqui há muito tempo. Grande parte dos amigos é daqui de Salvador, então, decidiu que ela será sepultada aqui”, explica Rafael Chaves, ex-enteado de Anamaria. O sepultamento será amanhã, às 16h30, no Jardim da Saudade, em Brotas. Anamaria era formada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP) e trabalhava como professora de Antropologia do curso de Serviço Social da Unifacs. Também já havia trabalhado na Universidade Católica do Salvador (Ucsal), na Faculdade Módulo e na própria Universidade Federal da Bahia (Ufba), onde fez mestrado e doutorado. * Com informações do repórter Alexandro Mota Matéria original: Correio 24h Suspeito de participar da morte de professora se entrega à polícia

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