O padrinho Rafael Pinheiro, que levou a polícia nesta quarta-feira (19) ao corpo do pequeno Marcos Vinícius, estava comandando uma campanha para localizar a criança. Ele chegou a procurar a polícia para denunciar o desaparecimento do menino, que teria acontecido na Feira de Itapuã na última sexta-feira (14).Nesta quarta, Rafael procurou a polícia com um advogado e indicou que o corpo da criança estava enterrado em um areal na Alameda Afrânio Coutinho, em Itapuã. Ele disse que o menino morreu depois de passar mal após ingerir um mingau. Ele então teria ficado desesperado e enterrou o corpo da criança. "O cara começou a cooperar e indicou onde estava o corpo", disse o delegado ACM Santos.
Rafael compartilhou em seu perfil no Facebook uma página para reunir informações sobre o caso. A página foi curtida mais de 10 mil vezes. Na manhã de hoje, uma postagem falava do medo com a pressão para que o caso fosse logo resolvido. "Ainda não temos nenhuma noticia... A policia esta pressionada a encerrar logo esse caso... Para que isso aconteça vão ter que achar o culpado, o medo é da policia ser injusta", diz o texto.O padrinho também organizou uma caminhada de protesto com amigos no domingo pedindo ajuda para localizar Marcos Vinícius, além de dar entrevistas à imprensa sobre o caso. Também por conta disso, horas depois de sua prisão, Rafael recebeu diversos xingamentos na página criada. "Psicopata covarde, pena de morte é pouco", escreveu uma internauta. "Muita crueldade, monstro nojento", postou outra.Rafael foi preso em flagrante por ocultação de cadáver. Dezenas de pessoas estão do lado da 12ª Delegacia, em Itapuã, indignadas com o desfecho do caso.A Polícia Civil fará coletiva sobre o caso às 11h desta quinta-feira.
Moravam juntosO garoto estava vivendo com o padrinho Rafael Pinheiro no bairro de Itapuã há cerca de quatro meses. A mãe do menino, Fabiana, que mora em Itinga, disse que não podia cuidar do filho porque conseguiu um emprego como garçonete e seus turnos eram sempre à noite ou de madrugada."Estava desempregada, quando surgiu a oportunidade não deu para abrir mão. O padrinho do meu filho se ofereceu para tomar conta do menino e eu deixei porque ele sempre cuidou do menino com muito cuidado. Quando consegui outro emprego ou mudar de turno, vou pegar meu filho novamente", contou Fabiana.Ela disse que encontrava com o filho todas as terças, seu dia de folga. A jovem, que não via o filho desde dia 29 de julho, contou que estava em casa quando a mãe do padrinho do menino ligou avisando que Marcos Vinícius havia desaparecido.Marcos compartilhava constantemente fotos do afilhado, inclusive em hospitais.
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