Policial militar é preso com pistola de numeração raspada em operação contra execuções na Bahia


Foto: Divulgação/SSP-BA

Um soldado da Polícia Militar da Bahia foi preso em flagrante com uma pistola com numeração raspada, na manhã desta sexta-feira (12), em Salvador, durante a Operação Verdugo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), o militar, que não teve o nome divulgado, foi abordado em casa, no momento em que estava sendo cumprido um mandado de busca e apreensão na residência. O endereço não foi detalhado.

Além da pistola, também foi encontrado um pós branco ainda não identificado. O material foi encaminhado para o Departamento de Polícia Técnica (DPT), onde passará por análise.

Após a abordagem, o policial foi levado para a Central de Flagrantes, na região do Iguatemi, onde a situação foi registrada.

Além do mandado na casa do PM, outros oito foram cumpridos ao longo da manhã. A ação aconteceu na capital baiana, em Lauro de Freitas, em Vitória da Conquista e na cidade de Contendas do Sincorá.

A operação tem como objetivo combater um grupo de policiais militares investigados por execução de pessoas. Além do soldado preso, são apuradas as condutas de dois tenentes, um cabo e outros dois soldados.

Conforme a SSP-BA, os Laudos periciais apontam indícios de execução em ocorrências classificadas como auto de resistência (quando o policial comunica que a vítima entrou em confronto com a força de segurança).

Além dos mandados de busca e apreensão e da prisão em flagrante, os seis policias, por ordem judicial, ficarão afastados por um ano da PM.

Operação

De acordo como Ministério Público da Bahia (MP-BA), a operação deflagrada nesta sexta é resultado de dois inquéritos policiais.

Segundo as investigações, os policiais militares, à época dos delitos lotados em Vitória da Conquista, estavam em serviço quando teriam executado sumariamente Valdomiro de Jesus Meira Filho e Thiago Menezes de Oliveira.

Os homens teriam sido atacados dentro das casas onde moravam, em razão de suposto envolvimento das vítimas com o tráfico ilícito de drogas.

A ação foi deflagrada por meio dos Grupos de Atuação Especial Operacional de Segurança Pública (Geosp) e de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA), e pela Força-Tarefa de Combate a Grupos de Extermínio e Extorsão da SSP.

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