iBahia Portal de notícias
icone de busca
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
Tabus, Tretas e Troças

Lesões já tiram estrelas da Copa 2026 e mudam o cenário do Mundial

Ausências confirmadas expõem impacto físico do calendário, redesenham forças das seleções e podem mudar opções técnicas e táticas

foto autor

Sílvio Tudela

04/05/2026 às 13:28 - há XX semanas
Google News iBahia no Google News

O sonho de disputar a Copa do Mundo de 2026 começa a ser interrompido muito antes da bola rolar. Em meio ao calendário mais exigente da história recente, com temporadas longas, jogos decisivos e pouco tempo de recuperação, o futebol vive uma espécie de “funil invisível” que elimina jogadores não somente por escolha técnica, mas por limite físico.


					Lesões já tiram estrelas da Copa 2026 e mudam o cenário do Mundial
Lesões já tiram estrelas da Copa 2026 e mudam o cenário do Mundial. ​Foto: Reprodução / Redes sociais

No Brasil, o impacto já é concreto. O caso mais emblemático é o de Rodrygo, atacante do Real Madrid, que rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho e está fora do Mundial. Trata-se de uma lesão grave, com recuperação que pode ultrapassar seis meses, inviabilizando qualquer retorno competitivo a tempo. Sua ausência representa mais do que a perda de um titular, pois retira da Seleção Brasileira um jogador capaz de atuar pelos lados, acelerar transições e oferecer profundidade ofensiva.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Leia também:

Outro golpe duro vem da defesa. Éder Militão, peça-chave do sistema defensivo, também está fora após uma lesão muscular grave na coxa que exigiu cirurgia. O zagueiro, que já vinha de um histórico recente de problemas físicos, não conseguiu se recuperar a tempo. Sua ausência afeta diretamente a saída de bola e a cobertura em velocidade, características centrais do futebol atual.

Há ainda casos que ampliam a preocupação de Carlo Ancelotti e do torcedor verde e amarelo, mesmo quando não são oficialmente descartados. O ponta-direita e atacante Estêvão sofreu uma lesão muscular de alto grau, enquanto o meio-campista e ponta Raphinha e o goleiro Alisson também enfrentam problemas físicos na reta final da temporada. Com todos esses fatores em jogo, a comissão técnica precisa não apenas escolher quem vai para a Copa do Mundo, mas recalcular o próprio modelo de jogo.

Panorama internacional mostra que o problema é sistêmico

Na América do Sul, a Argentina, vencedora da última Copa do Mundo e sempre chegando com status de favorita, acumula baixas importantes que devem dificultar a conquista do tetracampeonato. O zagueiro Cristian Romero, o atacante Joaquín Panichelli, o zagueiro e lateral-direito Juan Foyth e o meio-campista Valentín Carboni sofreram lesões graves e sinalizam perdas que impactam tanto a defesa quanto a renovação ofensiva da equipe.

No Uruguai, a maior preocupação atende pelo nome de Giorgian de Arrascaeta, meia do Flamengo que passou por cirurgia e é dúvida na estreia contra a Arábia Saudita. Outra incerteza recai sobre Joaquín Piquerez, lateral do Palmeiras, que corre contra o tempo, pois também passou por intervenção cirúrgica que deve retirá-lo do início da competição.

Vice-campeã no Qatar-2022 e bicampeã mundial em 2018, a favorita França já não pode contar com o talento do atacante Hugo Ekitiké. Sem ele, Les Bleus perdem grande mobilidade ofensiva e uma alternativa importante de profundidade no ataque.

Candidatíssima ao título mundial, a poderosa Espanha está desfalcada do centroavante Samu Aghehowa. Outra preocupação da Fúria é o atacante e ponta-direita Lamine Yamal, que está fora do restante da temporada com o Barcelona e adotou um método conservador de tratamento na tentativa de disputar a Copa do Mundo.

Também candidata ao título, a Inglaterra não poderá contar com o ponta-esquerda e meia-atacante Jack Grealish, enquanto o lateral-direito e zagueiro Reece James segue como dúvida recorrente por problemas musculares. Ambos representam perdas que afetam diretamente a criatividade e a construção ofensiva inglesa.

Sem Serge Gnabry, titular e referência ofensiva, a sempre poderosa e temida tetracampeã Alemanha chega ao Mundial com menor velocidade e capacidade de infiltração pelos lados.

Na lista das seleções que se sagraram vice-campeões e que chegam fortes para o Mundial, o meia-atacante Xavi Simons (Tottenham), peça criativa da Holanda, e o lateral esquerdo Joško Gvardiol, atleta de grande habilidade da Croácia, estão fora. O atacante Memphis Depay (Corinthians) segue em recuperação física e pode desfalcar a Het Nederlands Elftal ou Oranje nos primeiros jogos.

A Bélgica, algoz da Seleção Brasileira em 2018 e com uma geração que brilhou na última década, deve ficar sem o goleiro Thibaut Courtois, que passou por uma grave lesão que levanta dúvidas sobre sua presença no torneio. Sua ausência, se confirmada, significaria a perda de um dos arqueiros mais decisivos do futebol mundial, capaz de sustentar sistemas defensivos sob pressão constante.

Outros casos reforçam a dimensão global do problema. O goleiro Luis Malagón (México), o defensor Mohammed Salisu (Gana), e o ponta-esquerda Takumi Minamino (Japão) também não irão ao Mundial.

Ou seja, o padrão se repete com ligamentos rompidos, tendões lesionados, músculos sobrecarregados, fraturas sensíveis e cirurgias inadiáveis. Não por acaso, especialistas apontam que o volume de jogos e a intensidade do calendário são fatores determinantes para esse aumento de lesões graves.

O resultado disso tudo é um Mundial que começa a ser moldado também pela ausência, pois não se trata apenas de nomes importantes e talentosos fora da competição. São ideias de jogo comprometidas, estratégias que precisam ser revistas, e seleções que chegam incompletas ao maior palco do futebol.

Participe do canal
no Whatsapp e receba notícias em primeira mão!

Acesse a comunidade
Acesse nossa comunidade do whatsapp, clique abaixo!

Tags:

Mais em Tabus, tretas e troças com Sílvio Tudela