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Caminho contrário: Conheça os solteiros de bem com a vida no Dia dos Namorados

Dia 12 de junho no calendário dos apaixonados é a data para fazer aquela declaração de amor, mas para quem está solteiro e de bem com a vida é só mais um dia

Nathalia Amorim
12/06/2022 às 16h07

5 min de leitura
Ana Maria e Lara Pacheco / Foto: Arquivo Pessoal

Dia 12 de junho no calendário dos apaixonados é a data para fazer aquela declaração de amor. Tem até quem faça o próprio pedido de namoro neste dia. Mas para quem está solteiro e de bem com a vida, o dia 12 de junho é só mais um dia.

Não, eles não estão amargurados. Nem encalhados. Estar solteiro é também uma opção, e pode estar associado tanto ao momento da vida quanto às escolhas.

É o caso de Lara Pacheco, de 20 anos, que após ter namorado 1 ano e meio, resolveu focar em si e aproveitar o momento.

“Estou solteira porque não tenho tido interesse em ninguém ultimamente, além de mim. Sinto que estou em um momento bem meu e só sairia dele por alguém totalmente fora da média, não por qualquer tipo de relação”, conta a estudante de enfermagem.

Lara acredita existir muitas vantagens em estar solteira. Nesse tempo, tem investido mais na faculdade, na família, amigos, academia e saúde mental.

“Eu, particularmente, vejo muitas vantagens. Gosto de estar sozinha, de não dever nada a ninguém. Estar totalmente focada em mim já é uma grande vantagem no meu ponto de vista”, afirma.

Sobre o relacionamento que não deu certo, não há arrependimentos e nem mágoas.

“Não deu certo porque nós dois aprendemos tudo que tínhamos que aprender um com o outro e percebemos que nosso ciclo juntos tinha se encerrado.”, revela Lara, que acrescentar ser sim uma solteira convicta.

“Me considero solteira convicta e por opção, já que é falta de interesse meu aprofundar minhas relações”, complementa.

E se para ela o Dia dos Namorados “não muda absolutamente nada na vida”, o mesmo pensa o publicitário Gabriel Cordeio, de 36 anos, que acredita que a data é uma como qualquer outra.

Autodeclarado romântico, ele diz, também, ser um solteiro convicto. “Tem certos perrengues da vida de comprometido que não muita vontade viver não.”, brinca.

Quais? Segundo ele, “ciúmes bobos, cobraças, enfim… essas dores de cabeça típicas de um relacionamento.”, explica Gabriel.

O publicitário conta que a solteirice é, na verdade, uma opção e que, uma das melhores coisas de se estar só é a liberdade de ter o próprio tempo.

“Amar é um sentimento muito forte para ser dito como ‘bom dia’. [..] Infelizmente muita gente acha que o fato de namorar dá a permissão da pessoa mandar na outra, e minha liberdade não tem preço. Meu tempo de ler um livro, ver um filme/série, enfim, prezo muito por isso.”, argumenta.

Já para Ana Maria Coelho, de 23 anos, que já viveu dois relacionamentos, sendo um deles “frustrante e difícil de se distanciar”, estar solteira é uma escolha em prol do próprio tempo.

“Não me sinto apta a lidar com as cobranças e responsabilidades de um relacionamento. Sou individualista, e com a pandemia passei a valorizar ainda mais meu tempo sozinha. Então não vejo espaço para outra pessoa na minha rotina. Além de não ver sentido na forma como as relações tem se estruturado, no sentido de ter se tornado um jogo de ambas as partes. Acho exaustivo.”, analisa a também estudante de enfermagem.

Por conta disso, valorizar a própria liberdade para ela é a principal vantagem de se estar solteira.

“Pra mim, a melhor parte é a liberdade. Gosto de saber que não tenho ninguém pra ver ou responder, de não precisar priorizar uma relação.”, diz.

Mas há até quem tentou mais vezes, mas os acasos da vida não permitiram. Para a produtora audiovisual Helena Rosa, de 36 anos, o foco no trabalho e distância foram os principais empecilhos.

“As coisas foram se somando e simplesmente o acaso não permitiu. Os olhos não brilharam por ninguém, mudei de cidade diversas vezes por causa do trabalho. Estava solteira quando a pandemia começou, então a vida social ficou restrita ao trabalho. […] Também tem uma galera prosa ruim solta por aí… e o velho dedo podre, né?”, diz entre risos.

Os objetivos pessoas também fizeram com que relacionamentos não dessem certo, ainda que não tenham deixado impactos relevantes na vida dela.

“Quase sempre à distância. Então, a dificuldade de encontrar, somado aos focos e objetivos diferentes fizeram com que deixasse de ter sentido manter a relação. Mas não acredito que tenha deixado impactos no agora. Foram ciclos encerrados sem traumas.”, conta.

Hoje, Helena está tranquila com o atual status e acredita que tudo precisa ser um misto de opção e oportunidade.

“Namorar, para mim, nunca foi uma necessidade. Só funciona se for consequência de ter alguém bacana para compartilhar momentos, interesses… Então, acredito que seja um misto de opção com oportunidade”, avalia.

Sobre as vantagens de estar solteira, ela até brinca: “Tem que ver qual a vantagem de namorar, porque na balança ainda não compensou!”.

E se engana quem acha que Dia dos Namorados significa estar sozinho. Afinal de contas, para ela, solteira sim, sem contatinho nunca.

“Os dois tem suas vantagens, mas para quem não tem namodado, um bom contatinho já diverte muito!”, finaliza.

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