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MÚSICA

Tomate fala sobre carreira musical: "faço o que me vem na cabeça"

Em conversa com o iBahia, o artista falou sobre os esteriótipos criados, repertório em shows e a situação atual do axé

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Redação iBahia

16/02/2017 às 14:37 • Atualizada em 31/08/2022 às 22:08 - há XX semanas
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Quem nunca foi contagiado pela alegria do cantor Tomate que atira a primeira pedra. O artista esteve na redação o iBahia para bater um papo não apenas sobre Carnaval, mas também conversou sobre carreira, situação atual do axé e, claro, música. Quer saber como foi essa conversa? É só acompanhar!

Repertório padrão? Nem pensar!
Na faculdade de puxar trio e comandar show, Tomate é profissional. O artista é conhecido pelo seu repertório diversificado, mistura de ritmos em seus singles e sua alegria contagiante. Quando questionado sobre a preparação do set list, ele não guardou segredos: "o repertório é uma coisa espontânea. As pessoas se identificam porque o que levo ao show são músicas que fazem parte da carreira, e a força delas com o repertório é a ligação que elas têm com as músicas que são cantadas".

E para quem acha que o cantor segue um padrão em todos os shows, pode mudar de ideia. "Não existe um repertório pronto, não é engessado. Há um cronograma, mas é mudado a todo momento, ele pode mudar quando percebemos o que o público quer. Quando elas dizem o que querem, elas se conectam mais a você, se sentindo em casa. Vou fazer 20 de anos de carreira, então já tenho um costume sobre ouvir o que as pessoas querem", explica.

Rótulos, música e misturas
A palavra "rótulo" está bem longe da vida de Tomate. O cantor acredita que o artista deve estar sempre se reinventando e adota essa postura para sua vida: "música para mim não tem identidade, eu sou contra o rótulo e o padrão. As pessoas criam um esteriótipo sobre você e necessitam ver sempre a mesma coisa, e eu costumo quebrar isso. Sempre fiz questão de fazer coisas diferentes, porque sinto a música como algo amplo, eterno e infinito. O artista pode passear nesse universo infinito, fazendo misturas".

O artista também comenta sobre o padrão que as pessoas criam por conta da alegria e agitação que ele apresenta. "A única coisa que não muda em mim é a energia e a alegria, faz parte da minha personalidade. Só peço que tomem cuidado para não misturarem as coisas porque as pessoas sempre pedem algo agitado, por eu ser assim, mas eu gosto de vários estilos e faço o que minha alma pede. Eu não tenho amarras, faço o que me vem na cabeça. Eu tenho um outro estilo, que é de me reinventar e criar novos pensamentos e filhos (projetos)", conta.

A crise no axé
Atualmente o axé está passando por um momento de "crise", o ritmo que até então estava sempre em destaque, tem sido colocado de lado em comparação a outros. Para Tomate, o axé vive em transição: "Tem coisas no Brasil, que são raízes e não mudam nunca. O Carnaval não vai mudar, ele vai se reinventar a cada dia, receber novos estilos de música. Eu costumo dizer que se o Carnaval é uma festa que recebe diversos tipos de música, o axé é uma coisa raiz que se une a festa e você vê isso porque a linguagem do axé é de alegria, e é o único ritmo que tem abertura de influências".

Tomate acredita em uma renovação do rimto. "O baiano consegue dar a repaginada diante as coisas que estão acontecendo. O axé é uma de nossas forças nacionais, nunca vai acabar, vai existir para sempre", afirma. O artista deixou a manhã dos iBahianos - como somos chamados -, mais animada sua presença e cantoria.

* Sob supervisão e orientação do repórter Guinho Santos

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