Quem nunca foi contagiado pela alegria do cantor Tomate que atira a primeira pedra. O artista esteve na redação o iBahia para bater um papo não apenas sobre Carnaval, mas também conversou sobre carreira, situação atual do axé e, claro, música. Quer saber como foi essa conversa? É só acompanhar!
Repertório padrão? Nem pensar!
Na faculdade de puxar trio e comandar show, Tomate é profissional. O artista é conhecido pelo seu repertório diversificado, mistura de ritmos em seus singles e sua alegria contagiante. Quando questionado sobre a preparação do set list, ele não guardou segredos: "o repertório é uma coisa espontânea. As pessoas se identificam porque o que levo ao show são músicas que fazem parte da carreira, e a força delas com o repertório é a ligação que elas têm com as músicas que são cantadas".
E para quem acha que o cantor segue um padrão em todos os shows, pode mudar de ideia. "Não existe um repertório pronto, não é engessado. Há um cronograma, mas é mudado a todo momento, ele pode mudar quando percebemos o que o público quer. Quando elas dizem o que querem, elas se conectam mais a você, se sentindo em casa. Vou fazer 20 de anos de carreira, então já tenho um costume sobre ouvir o que as pessoas querem", explica.
Rótulos, música e misturas
A palavra "rótulo" está bem longe da vida de Tomate. O cantor acredita que o artista deve estar sempre se reinventando e adota essa postura para sua vida: "música para mim não tem identidade, eu sou contra o rótulo e o padrão. As pessoas criam um esteriótipo sobre você e necessitam ver sempre a mesma coisa, e eu costumo quebrar isso. Sempre fiz questão de fazer coisas diferentes, porque sinto a música como algo amplo, eterno e infinito. O artista pode passear nesse universo infinito, fazendo misturas".
A crise no axé
Atualmente o axé está passando por um momento de "crise", o ritmo que até então estava sempre em destaque, tem sido colocado de lado em comparação a outros. Para Tomate, o axé vive em transição: "Tem coisas no Brasil, que são raízes e não mudam nunca. O Carnaval não vai mudar, ele vai se reinventar a cada dia, receber novos estilos de música. Eu costumo dizer que se o Carnaval é uma festa que recebe diversos tipos de música, o axé é uma coisa raiz que se une a festa e você vê isso porque a linguagem do axé é de alegria, e é o único ritmo que tem abertura de influências".
Tomate acredita em uma renovação do rimto. "O baiano consegue dar a repaginada diante as coisas que estão acontecendo. O axé é uma de nossas forças nacionais, nunca vai acabar, vai existir para sempre", afirma. O artista deixou a manhã dos iBahianos - como somos chamados -, mais animada sua presença e cantoria.
* Sob supervisão e orientação do repórter Guinho Santos
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