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Intolerância religiosa

Após acordo, família de Preta Gil não recua em 'guerra' contra padre

Sacerdote fez um acordo para não responder criminalmente por intolerância religiosa, mas a defesa da cantora aponta contradições e exige indenização

Naiana Ribeiro

Naiana Ribeiro

02/03/2026 às 12:02 - há XX semanas
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A família de Preta Gil (1974-2025) segue firme em sua busca por justiça após um episódio de intolerância religiosa envolvendo o padre Danilo César, que fechou um acordo com o Ministério Público Federal (MPF). Os familiares de Gilberto Gil iniciaram um processo criminal em razão de declarações polêmicas e agora mantêm uma ação civil por danos morais.


					Após acordo, família de Preta Gil não recua em 'guerra' contra padre
Fotos: Reprodução / Instagram e Globo

A defesa da família aponta "graves contradições na postura do religioso entre os tribunais" e pede uma indenização de R$ 370 mil, além de uma retratação e reparação social adequadas. O episódio ocorreu em 27 de julho do ano passado, após o falecimento da artista, durante uma missa transmitida ao vivo pela internet na Paróquia de São José, na cidade de Areial (PB).

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Na ocasião, o padre usou o púlpito para zombar da morte de Preta Gil, vítima de câncer colorretal nos Estados Unidos, e atacou religiões de matriz afro-indígena. Em um trecho, disse: "Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?".


					Após acordo, família de Preta Gil não recua em 'guerra' contra padre
Preta Gil morreu aos 50 anos em 20 de julho, em Nova York (EUA). Foto: Reprodução/Multishow

O líder religioso também atacou fiéis de sua própria região que frequentassem terreiros em cidades vizinhas, como Puxinanã e Pocinhos. O sacerdote chamou a fé alheia de "coisas ocultas", desejou que "o diabo levasse" quem praticasse essas crenças e que essas pessoas acordassem "com calor no inferno".

Acordo com o padre foi assinado para não ir a julgamento na esfera criminal

Para evitar julgamento na esfera criminal, o padre assinou um Acordo de Não Persecução Penal em fevereiro deste ano, que estabeleceu uma série de punições pedagógicas. Entre elas, ele teve que pagar multa de quase R$ 5 mil a uma entidade afrodescendente e cumprir 60 horas de cursos sobre combate à intolerância religiosa. Além disso, a Justiça exigiu que escrevesse, à mão, resenhas de livros e documentários focados na cultura afro-brasileira e no racismo, a serem entregues até junho.

O acordo ainda previa a participação do sacerdote em um ato inter-religioso com a presença de familiares de Gilberto Gil. No encontro, realizado em 6 de fevereiro, o padre optou por permanecer em “silêncio absoluto” durante todo o evento.

Assista ao 'De Hoje a Oito', podcast de entretenimento do Ibahia:

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