Giliard Vidal dos Santos, filho de Deolane Bezerra conhecido como "Chefinho", foi alvo da operação que prendeu a mãe na última quinta-feira (21), onde a Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandado de busca e apreensão em nome do herdeiro de 22 anos.
Segundo informações de Fábia Oliveira, do Metrópoles, o filho de Deolane teria movimentado mais de R$ 11 milhões em contas bancárias entre julho de 2022 e maio de 2024, mesmo sem ter qualquer emprego formal ou atividade empresarial.
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Além disso, no ano de 2023 ele declarou rendimentos de R$ 32,9 mil nas contas, mas teve movimentação de mais de R$ 6 milhões, incompatível com o que foi declarado. A investigação aponta possível padrão de "ocultação, dissimulação e pulverização de capitais, frequentemente associados a operações de lavagem de dinheiro" nas movimentações do herdeiro.
A investigação ainda aponta transferências para 473 pessoas diferentes, em valores entre R$ 0,18 centavos e R$ 5 mil, totalizando R$ 366 mil das contas do filho da advogada. A prática o colocou como suspeito de ser um "canal de dispersão", popularmente conhecido como "laranja".
Segunda prisão de Deolane Bezerra
De acordo com a operação, Deolane estaria envolvida com transações para Marcola, usando as próprias contas para mandar dinheiro para uma transportadora de cargas, que lavaria dinheiro para Marcola e os parentes dele. Essa é a segunda prisão de Deolane, que já foi presa em setembro de 2024, em operação contra prática de jogos ilegais e lavagem de dinheiro.
Deolane é acusada de usar fama e o alto poder aquisitivo para mascarar as transações com altos valores. Segundo a investigação, a influenciadora teria recebido R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, em técnica conhecida por lavagem de dinheiro.
Também foi apontado quase 50 depósitos feitos para duas empresas de Deolane Bezerra, no valor total de R$ 716 mil. A Justiça pediu bloqueio de R$ 27 milhões em nome da famosa, o valor não teve origem comprovada e possui indicativos de lavagem de dinheiro.
A investigação aponta que imagens encontrada no celular de Ciro Cesar Lemos, que é apontado como a "cabeça" por trás do esquema, mostraram depósitos em contas de Deolane e Everton de Souza, que é considerado pela polícia como operador financeiro do PCC.
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