Candidatos ao governo da Bahia dizem o que pensam sobre combate à violência contra mulher em série do g1


Candidatos ao governo da Bahia
Arte: iBahia

De acordo com pesquisa realizada pela Rede de Observatórios de Segurança, a Bahia teve um caso de violência contra mulher a cada dois dias em 2021. Foram, ao todo, 232 casos deste tipo de violência no ano passado.

Combate à violência contra a mulher é o tema do segundo episódio da série “O que pensam os candidatos”, do g1, divulgado nesta terça-feira (9). No primeiro episódio, os candidatos responderam o que pensam sobre combate à violência na Bahia.

Na quarta-feira (10), o tema é combate à pobreza; na quinta (11), os candidatos falarão sobre propostas contra o analfabetismo. Por fim, na sexta (12), o tema é desemprego.

Veja o que pensam os candidatos sobre combate à violência contra mulher:

Giovani Damico (PCB)

Giovani Damico diz que “a violência contra a mulher não se resume apenas a agressão”. Ele cita a criação de políticas públicas, como a separação de espaços em transportes públicos para mulheres. “A situação do trabalho deve ser resolvida a partir do momento em que uma legislação estadual garanta que para o mesmo trabalho o mesmo salário deve ser pago. Temos uma situação onde a questão material é fundamental para que as mulheres possam sair da situação de vulnerabilidade”

Jerônimo Rodrigues (PT)

Jerônimo Rodrigues diz que “a violência contra mulher é resultado da cultura do machismo implantado na sociedade”. Para ele, é preciso punir os agressores e enfrentar a mentalidade machista. Ele destaca as frentes que pretende trabalhar, como campanhas educativas, estímulo e acolhimento de denúncias e assistência às mulheres. “Não podemos mais admitir qualquer tipo de comportamento contra a mulher”.

João Roma (PL)

João Roma diz que a “violência contra a mulher na Bahia é mais uma das consequências da desestruturação da segurança pública”. Ele destaca a presença das mulheres nas suas chapas para ajudá-lo a criar protagonismo feminino no estado. “No governo da Bahia vamos cada vez mais atuar de forma firme para que possamos proteger a mulher e cada vez mais dar protagonismo na sua atuação perante a nossa sociedade”.

Kleber Rosa (PSOL)

Kleber Rosa diz que “é necessário pensar a expansão do atendimento às mulheres para além da polícia”. Ele defende que a rede de acolhimento às mulheres deve ser ampliada. “Existe, atrelada à ação policial, uma rede de proteção às mulheres que precisa chegar às mais diversas regiões da Bahia, de maneira que se garanta a expansão da proteção e da garantia dos direitos às mulheres da vida e do seu bem-estar”.

ACM Neto (União Brasil)

ACM Neto citou a ampliação da rede de segurança e acolhimento, além de empregabilidade como políticas a serem implantadas. “É fundamental ter uma rede de acolhimento, de assistência e de amparo às mulheres que são vítimas de violência, porque elas precisam se sentir seguras para sair do ambiente os estão sendo violentadas”.

Além disso, o candidato afirmou que um dos motivos pelos quais escolher uma mulher (Ana Coelho) para ser vice na chapa foi para mostrar o compromisso com as políticas voltadas para as mulheres.

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