Jogo do poder: números e disputas em todos os estados do Brasil
168 candidatos de 25 partidos diferentes disputam uma vaga nos governos de todos os estados brasileiros

Talvez você não tenha percebido, mas as eleições envolvem muitos números. E olhe que não estamos falando da conta bancária de alguns candidatos. Nas eleições deste ano para os governos dos estados, por exemplo, estão disputando 168 candidatos de 25 partidos. E sabe qual é o partido que mais tem candidatos próprios?
Nada de PT ou PMDB. Quem mais tratou demarcar território no pleito foi o Psol. Dos 27 estados (incluindo o Distrito Federal) que compõem o Brasil, o Psol só não tem candidato no Amapá, onde se uniu à chapa do atual governador Camilo Capiberibe (PSB), que disputa a reeleição. Confira tudo sobre as eleições de 2014
Além dele, outros 12 governadores não querem saber de abandonar a cadeira de gestor, entre eles o de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). Seus partidos têm, respectivamente, 12 e 17 postulantes na disputa.
Confusão - O PSDB, até o início da noite de ontem, tinha 13 candidatos, número de urna do maior rival. Mas o problema foi resolvido assim que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) percebeu que, em Rondônia, dois candidatos se registraram pelo partido. Com o mesmo número e mesma coligação. Por desentendimentos internos, Expedito Júnior e Ahgair Alves de Araújo resolveram se engalfinhar pela vaga na urna. No final das contas, prevaleceu a candidatura de Expedito. “Na data marcada para a convenção, foi escolhido um dos candidatos (Expedito), mas o que não foi escolhido (Ahgair) pediu o registro mesmo assim, sem apresentar a ata”, explicou Lílian Reis, do escritório Ismerin Advogados, especializado em Direito Eleitoral.
Com isso, caiu para cinco o número de concorrentes em Rondônia, quantidade relativamente baixa. O campeão em candidatos a governador é Alagoas, onde nove políticos disputarão a preferência do eleitorado. Os com maior chance são Renan Filho, do PMDB, Biu, do PP, e Eduardo Tavares, do PSDB. A Bahia tem seis, o que a deixa mais ou menos no meio dessa tabela. Os estados com menos postulantes são Acre, Ceará e Roraima, com quatro cada um.
A Bahia também se destaca por ser onde a oposição tem chances mais reais de retomar o trono, ou melhor, a cadeira da governadoria. A coligação reunida pela eleição do democrata Paulo Souto é grande, 15 partidos, mas não é a maior.Se tamanho de coligação ganhar votação, o pernambucano Paulo Câmara (PSB) já está eleito. Ele conseguiu reunir em sua coligação nada menos que 21 partidos. É a maior registrada pelo TSE neste ano e inclui PMDB, PCdoB, PSB, PTC, PRP, PV, PTN, PR, PSD, PPS, PSDB, SD, PPL, DEM, PHS, PSDC, Pros, PP, PEN PRTB e PSL.
O segundo e o terceiro lugares nesse pódio também são do PSB. Em Roraima, Chico Rodrigues tem 20 partidos com ele. Já no Espírito Santo, o candidato Casagrande contará com o apoio de 19 legendas.
Em parte dos estados, a disputa pode ter vários nomes inscritos, mas a briga tende a polarização, a exemplo do Ceará. Em outros, como a Bahia, três. Já no Rio e Goiás, a corrida promete ser mais emocionante. Nesses estados, quatro candidatos têm chances reais. Confira na página ao lado o mapa do jogo do poder no país. No dia 5 de outubro, os números deles estarão nas urnas eletrônicas para a escolha do eleitor que, certa ou errada, será válida para os próximos quatro anos. Matéria original: Correio Mapa detalha os números e as disputas em todos os estados país
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