São João do Pelô

Valorização da cultura nordestina é marca do São João do Pelô

Cantores ressaltam importância em valorizar a cultura nordestina, principalmente nas festas juninas

Redação iBahia
26/06/2016 às 10h52

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Salvador é sinônimo de valorização da cultura nordestina. O baiano Zelito Miranda se apresentou nas dez edições do evento do São João do Pelô. “Este lugar é impressionante, a estrutura, o astral, a energia, então eu fico muito feliz de ser sempre convidado para tocar para essa plateia maravilhosa. Este trabalho do Governo de fortalecer nossa cultura é importante, porque quem faz essa festa é o forrozeiro da Bahia. Houve um tempo em que se importava muito músico, mas não é necessário, é só valorizar o artista da terra, nós temos um quadro de artistas maravilhosos”.

(Foto: Elói Corrêa/GOVBA)

Léo Macedo, vocalista da Estakazero, diz que a banda está na estrada há 15 anos e que há sete participa do São João no Centro Histórico. Quero parabenizar o Governo do Estado por valorizar os artistas da terra, é muito comum em outras cidades da Bahia ter uma grade de atrações de fora, que não têm nada a ver com o São João. Essa festa é o momento mais importante da cultura nordestina, por isso, principalmente a música, o forró, têm que ser valorizados”.Léo ressalta ainda que o mercado da música é muito competitivo durante o ano inteiro. “Justamente nessa época, quando deveríamos ser valorizados, muitas festas deixam a gente de fora. No show a gente luta contra isso. Nós tocamos forró pé de serra, Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e, lógico, nossos próprios sucessos”.O forrozeiro Virgílio é outro que também participou de todas as edições da festa. “O São João, para o povo da Bahia é mais do que o Carnaval, mais do que qualquer outra festa. Eu era carnavalesco e pulei para o lado do forró porque o ritmo veio para o meu sangue. Eu tiro o chapéu para o Governo do Estado por estar fortalecendo essa cultura, dando oportunidade para os artistas da terra, agradeço essa oportunidade”.