 |
| Alan Rodrigues e o São João regrado: nada de comer muito |
Você que curte São João, diga aí: quais as iguarias que não podem faltar numa mesa de comidas típicas nordestinas? Milho, amendoim, cuscuz, bolos de tapioca, aimpim, carimã, canjica, sem falar no licor de sabores variados. Deu água na boca? Na minha também. Mas, apesar da mesa farta, meu cardápio está traçado. E sem excessos. Vá lá que liberar milho, amendoim e bolo foi muito legal da parte do nutricionista Thiago Onofre, mas é preciso administrar bem a minha cota pra não ficar só olhandoos outros comerem no período junino.
SAIBA TUDO SOBRE A MEIA MARATONA DA BAHIA
As duas espigas de milho eu preferi fracionar em quatro pedaços. A xícara de amendoim, bem, não dá nem pro cheiro, vai como entrada. E uma fatia de bolo, à minha escolha, é o grand finale. Tudo regado a goles moderados de refrigerante. Calma, é sem açúcar!
Mau humor - Depois de quatro semanas no esquema, o autocontrole é maior e as tentações não são mais tão fortes. Mas, num período repleto de festas, que já teve meu aniversário e o de minha mãe, além das comemorações juninas, nem sempre é possível manter o bom humor. Minha família que o diga. Na festa organizada por meu cunhado, no último final de semana, eu até tentei me manter sociável. No entanto, depois de recusar várias ofertas de "licor diet" e energéticos "sem açúcar", sem nenhum petisco permitido à mesa, procurei distração no forró.
Bastaram duas músicas pra minha velha, e cada vez mais íntima amiga, a dor nas costas, acabar com a alegria. Pronto, a maré virou e a partir daí eu não era mais boa companhia pra ninguém. Depois de fechar a cara e me isolar diante das insistentes perguntas: "o que é que você tem?", resolvi que era hora de ir embora. Deixei mulher e filha aos cuidados do sogrão e fui pra casa dormir. Isso mesmo, a noite acabou pra mim.
Treinos - Para minha sorte, as crises de humor duram o tempo exato do intervalo entre umtreino e outro. A cada nova sessão de corrida, a percepção do avanço no condicionamento e o prazer que só quem corre conhece, me abastecem pra outra semana de desafio. E os ganhos têm sido muitos. Essa semana que passou, corri 40 minutos na segunda, três tiros de 20 minutos na quarta e 45 minutos sem parar na quinta. Neste último treino, estreei tênis novo e senti a passada mais pesada. Mas, ainda tenho tempo para amaciá-lo até o dia da prova.
DESAFIO IBAHIA: FUNCIONÁRIOS DO PORTAL TAMBÉM ENCARAM DESAFIO E SE PREPARAM PARA PROVA
EVOLUÇÃO EM NÚMEROS
| 93,4 |
85,1 |
107 |
97,8 |
| quilos era o peso inicial, em 20
de maio, quando começou o
desafio. A meta traçada era
perder 10 quilos em dois meses. |
quilos é o peso atual. Em
um mês, 8,3 kg se foram.
Diante do resultado, a meta
agora é perder ao todo 14kg. |
centímetros era a circunferência
da linha de cintura na
medição inicial. O objetivo era
reduzir para 92 centímetros. |
centímetros foi a medição no
início da semana passada, 9,2
centímetros a menos. Falta
perder mais 5,8 pelo desafio |
O jogo não está ganho
Perder 8,3 quilos em apenas um mês superou todas as expectativas. O resultado é a maior prova da seriedade com que o desafio foi encarado. Mas, o avanço traz também a preocupação de não botar tudo a perder.
Por isso, o nutricionista Thiago Onofre traçou uma nova meta, baseado nos percentuais de gordura e massa magra, para manter o ritmo de emagrecimento. Se oito já foram, a meta passa de 10 para 14 quilos. No mínimo mais seis quilos terão que sumir no próximo mês. A maior preocupação é evitar os deslizes a que o sucesso inicial pode induzir.
"O cuidado que precisamos ter agora é manter tudo do jeito que temsido feito, ou seja, seguir a dieta em 95% das vezes, incrementar o treino e, principalmente, evitar fugir da dieta a todo custo. Apesar de toda sua evolução, hoje você ainda tem muita gordura para ser perdida, só podemos comemorar mesmo depois de você perder pelo menos mais 6 quilos", diz Thiago Onofre.
PAPO DE CORRIDA: DIOGO ANDRADE FALA SOBRE CORRIDA DE RUA NO BLOG
Não é hora de inventar
O espelho, a balança, os comentários dos amigos confirmam as conquistas já obtidas. E, claro, com a auto-estima elevada, a confiança cresce e quando 20, 30, 40, 45 minutos de corrida passam com cada vez menos sacrifício, querer mais é quase inevitável. E é aí que mora o perigo. Reconheço alguma ansiedade em baixar tempos, treinar mais, até pedi para fazer alguns treinos de natação, mas o treinador Diogo Andrade tratou de segurar minha onda.
Para Diogo, importante agora é manter os ganhos para a prova de 10 quilômetros, dia 22 de julho. Por isso, ele negou quando pedi para correr 5 quilômetros no Running D’Aventura em Praia do Forte. O terreno acidentado era um risco muito grande de lesões. Não é hora de alterar os planos. "Os avanços foram os melhores possíveis, a minha expectativa é a melhor possível, uma excelente participação nos 10 km", diz Diogo Andrade, confiante no sucesso do desafio. "Quanto aos cuidados, é estar atento cada dia à alimentação, ao sono e controlar a sua ansiedade. Hoje o foco é se preparar para os 10 km num periodo de 2 meses", completa o treinador, preocupado em evitar lesões.
ENTENDA O DESAFIO
| 1 NOVO PERFIL |
2 EXAMES |
3 TREINOS |
| Depois do
sucesso na estreia coma
repórter Daniela Leone, em
2011, o CORREIO quis provar
que um quarentão sedentário
também podia começar um
programa de treinamento e, no
prazo de dois meses, completar
os 10 quilômetros, uma das categorias
da Meia Maratona da
Bahia Caixa/CORREIO, que
acontece dia 22 de julho. |
Uma bateria de
avaliações físicas e médias
antecedeu o início do
desafio, lançado oficialmente
no dia 20 de maio. Além de
exames de sangue, teste de esforço,
flexibilidade e ecocardiograma,
como cardiologista
Luiz Ritt e o fisiologista Danilo
Haun, o nutricionista Thiago
Onofre traçou um rígido programa
alimentar. |
Condicionamento
progressivo já que
o espaço de tempo é curto.
O coordenador da Triação
assessoria esportiva, Diogo
Andrade, traçou uma planilha
de treinos gradativa, intercalando
corrida e caminhada com
sessões de musculação para
suportar o esforço até o estágio
atual, de corrida ininterrupta. |